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Terra Animal

Blog Vertical dedicado a Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca

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A Agricultura intensiva(mente) saudável é a Biológica!

10 de Dezembro, 2018 by olinda de freitas 2 Comentários

O que define a agricultura intensiva é o uso intensivo dos meios de produção que originam grandes quantidades de um único tipo de produto. Esta é a definição universal.

Terra cansada e esgotada

Grande, enorme, produtividade; Tecnologia a substituir a mão de obra humana; O que fica? Fica a terra cansada e esgotada, pois não existe a tradicional rotação através do desmate, queimada, plantio.

Fica, igualmente, tantas vezes, a desertificação e um impacte ambiental negativo devido às elevadas quantidades de combustível utilizadas. É o progresso com implicações negativas também na agricultura – na agricultura intensiva.

Ciclo dos pesticidas e nitratos fertilizantes

Para obter elevados níveis de rendibilidade e produções fora de época, a agricultura intensiva recorre a produtos químicos. Os mais usados são os pesticidas e alguns fertilizantes (nitratos), bastante preocupantes por deixarem resíduos perigosos nos alimentos, nos solos e nas águas. Em ciclo, e novamente através dos solos e das águas, voltam a entrar em contacto com os alimentos.

Diversidade biológica afectada

Uma outra consequência apontada à agricultura intensiva é o seu efeito negativo na diversidade biológica, uma vez que se procura eliminar qualquer espécie animal ou vegetal que possa afectar as produções das culturas, – o que resulta, muita vezes, na eliminação indirecta de muitas outras.

Balanço de vantagens e desvantagens da agricultura intensiva

  • os produtos são ainda os mais procurados pelos consumidores;
  • maior produtividade no mercado;
  • os alimentos industrializados possuem maior validade de consumo e são mais práticos do que os produtos biológicos.

Presumindo que percebeu claramente que falava das vantagens, seguem-se a variadíssimas desvantagens:

  • Conduz ao aparecimento de pragas;
  • Rápida propagação de doenças;
  • Requer um intenso uso de pesticidas e nitratos fertelizantes;
  • Reduz a fertilidade e a capacidade produtiva dos solos;
  • Elevada produtividade conseguida com o uso de combustíveis poluentes;
  • Pecuária intensiva consequente em que os animais estão confinados a um espaço fechado e são alimentados à base de rações;

A agricultura biológica surge, pois, e é impossível não comparar, como uma alternativa à agricultura intensiva.

Agricultura Biológica em comparação

A agricultura biológica, como um sistema de produção holístico que promove e melhora a saúde do ecossistema agrícola, ao fomentar a biodiversidade, os ciclos biológicos e a actividade biológica dos solos, promove a saúde.

Privilegia o uso de boas práticas de gestão da exploração agrícola, em detrimento do recurso a factores de produção externos, tendo em conta que os sistemas de produção devem ser adaptados às condições regionais. Isto é conseguido, sempre que possível, através do uso de métodos culturais, biológicos e mecânicos em detrimento da utilização de materiais sintéticos.

A agricultura biológica é, de facto, embora a longo prazo, uma excelente alternativa à agricultura intensiva que apesar de apresentar elevados índices de produtividade acarreta inúmeras e graves desvantagens à saúde humana e à biodiversidade em geral.

Arquivado em:Agricultura Marcados com:agricultura biológica, agricultura intensiva, biodiversidade, fertilizantes nitratos, pesticidas, sistema de rotação de culturas

Pesticidas Ingeridos por Renas Caribu – Estudo Revelado

10 de Novembro, 2018 by olinda de freitas Deixe um comentário

E se os pesticidas ingeridos por renas Caribu forem metabolizados constituindo, desta feita, uma excelente notícia para a cadeia alimentar? Estes foram os resultados de um estudo adiantado pelo site Science Daily realizado pela Escola de Ciências Ambientais da Universidade de Guelph.

Pesticidas ingeridos por renas caribu através da vegetação são metabolizados e, por isso, fazem diminuir a exposição em animais que consomem caribu

Animais que consomem caribu, incluindo os seres humanos, têm agora motivos para celebrar: alguns pesticidas ingeridos por renas caribu, através da vegetação, são por elas metabolizados – o que diminui a exposição face ao consumo das renas caribu.

Este foi um estudo realizado no âmbito da Toxicologia e Química Ambiental que comprova o baixo risco de danos nocivos dos pesticidas no Árctico canadense pelo consumo de caribu: uma óptima notícia!

Os pesticidas ou metais pesados, como é sabido, penetram nos rios ou nos lagos e na vegetação. Depois, são ingeridos pelos peixes e pelos mamíferos que, por sua vez, são consumidos por outros animais incluindo também pelos seres humanos. Sabe-se que estas substâncias concentram-se em tecidos e órgãos internos à medida que sobem na cadeia alimentar.

O exame realizado à cadeia alimentar: os lobos e os humanos que consomem os pesticidas ingeridos por renas caribu ficam menos expostos

Ao testarem a vegetação contaminada, os pesquisadores descobriram que tanto as renas caribu como os lobos que comem as renas não sofrem um processo de biomagnificação significativo – o que é muito importante para a saúde e para as questões de segurança alimentar da região estudada.

A título de curiosidade, a biomagnificação nos pesticidas nos organismos e a respectiva contaminação pode acontecer através dos resíduos em água, dos resíduos em ecossistemas aquáticos, dos resíduos no solo, nos resíduos em organismos terrestres e nos resíduos na atmosfera.

Por sua vez, a biomagnificação pode acontecer em dois processos: por biomagnificação em certo nível trófico ou por biotransferência de um nível trófico para outro através de duas formas. A biomagnificação ou se dá por absorção directa do meio através da osmose ou então por assimilação directa via oral através dos alimentos.

Será importante referir que a característica que um pesticida tem de ter para sofrer magnificação biológica é a persistência que apresenta tanto no meio ambiente, como na forma disponível e no sistema biológico.

Os pesticidas ingeridos por renas caribu, por uma dieta alimentar baseada na vegetação contaminada, apresentam uma baixa concentração por falta de biomagnificação – o que será alvo de estudo para confirmação se tal se pode aplicar também a outras cadeias alimentares.

Todas as amostras de origem animal utilizadas na pesquisa, para levar a cabo o estudo, foram todas fornecidas por caçadores de subsistência.

Mais informações sobre este estudo podem ser obtidas aqui.

Arquivado em:Caça, Produção Animal Marcados com:Árctico, biomagnificação, cadeia alimentar, pesticidas, pesticidas ingeridos por renas Caribu, renas caribu, Science Daily, Universidade de Guelph

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