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Terra Animal

Blog Vertical dedicado a Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca

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Pecuária Biológica: A Alternativa Ética de Produção

28 de Julho, 2019 by António Sousa Deixe um comentário

 

Bem-estar animal na pecuária biológica

Ambientes que atendem às necessidades naturais dos animais

A pecuária biológica destaca-se pelo compromisso com o bem-estar animal, proporcionando ambientes que respeitam as necessidades naturais dos animais. Estes ambientes são projetados para permitir comportamentos naturais, como pastar, socializar e explorar. Segundo a European Food Safety Authority (EFSA), “os sistemas de produção que permitem comportamentos naturais melhoram significativamente a saúde e o bem-estar dos animais” (EFSA, 2020).

Acesso a espaços ao ar livre e abrigos adequados

Os animais criados em sistemas de pecuária biológica têm acesso a espaços ao ar livre, onde podem se movimentar livremente e expressar comportamentos naturais. Além disso, são fornecidos abrigos adequados que protegem contra condições climáticas adversas. Estes abrigos são essenciais para garantir o conforto e a segurança dos animais. De acordo com a Organic Trade Association, “o acesso ao ar livre e a abrigos adequados são requisitos fundamentais para a certificação biológica” (OTA, 2021).

Alimentação de qualidade

A alimentação na pecuária biológica é cuidadosamente controlada para garantir a saúde e o bem-estar dos animais. Os animais são alimentados com produtos orgânicos, livres de organismos geneticamente modificados (OGM) e aditivos sintéticos. Esta alimentação de qualidade contribui para a saúde geral dos animais e para a produção de produtos de alta qualidade. Alguns benefícios da alimentação biológica incluem:

  • Melhoria da saúde digestiva
  • Fortalecimento do sistema imunológico
  • Redução do risco de doenças

Evitação de práticas invasivas e estressantes

Na pecuária biológica, práticas invasivas e estressantes, como a mutilação e o confinamento excessivo, são evitadas. Em vez disso, são adotadas técnicas de manejo que minimizam o estresse e promovem o bem-estar dos animais. A World Animal Protection afirma que “a redução do estresse e a evitação de práticas invasivas são cruciais para o bem-estar animal” (WAP, 2019).

Em resumo, a pecuária biológica oferece um modelo de produção que prioriza o bem-estar animal, proporcionando ambientes naturais, acesso ao ar livre, alimentação de qualidade e evitando práticas invasivas. Estes princípios não só melhoram a vida dos animais, mas também resultam em produtos mais saudáveis e de maior qualidade para os consumidores.

Práticas Ecológicas e Sustentáveis

Redução do Impacto Ambiental

A pecuária biológica visa reduzir o impacto ambiental da produção animal. Este objetivo é alcançado através da implementação de práticas que minimizam a degradação dos ecossistemas. Por exemplo, a utilização de energias renováveis nas explorações agrícolas e a adoção de técnicas de manejo que preservam a qualidade do solo e da água são fundamentais. Segundo a FAO, a pecuária é responsável por cerca de 14,5% das emissões globais de gases de efeito estufa, o que torna a redução do impacto ambiental uma prioridade urgente.

Promoção da Sustentabilidade e Conservação dos Recursos Naturais

A promoção da sustentabilidade e a conservação dos recursos naturais são pilares essenciais na pecuária biológica. As práticas adotadas incluem:

  • Uso eficiente da água
  • Conservação da biodiversidade
  • Manutenção da fertilidade do solo

Estas práticas não só garantem a viabilidade a longo prazo das explorações, mas também contribuem para a saúde dos ecossistemas locais. A rotação de culturas e a utilização de adubos orgânicos são exemplos de técnicas que promovem a sustentabilidade.

Imagem sugerida: Uma exploração agrícola biológica com painéis solares e áreas verdes bem cuidadas.

Minimização da Produção de Resíduos e Emissão de Gases de Efeito Estufa

A minimização da produção de resíduos e a emissão de gases de efeito estufa são objetivos centrais na pecuária biológica. As explorações adotam práticas como:

  1. Compostagem de resíduos orgânicos
  2. Utilização de biodigestores para a produção de biogás
  3. Implementação de sistemas de gestão de resíduos

Estas práticas não só reduzem a pegada de carbono das explorações, mas também transformam resíduos em recursos valiosos.

Evitação da Contaminação do Solo e da Água

A contaminação do solo e da água é evitada através de práticas rigorosas de manejo. A utilização de pesticidas e fertilizantes sintéticos é proibida, sendo substituída por alternativas naturais. Além disso, a gestão adequada dos resíduos animais previne a poluição dos cursos de água e a degradação do solo.

Rotação de Pastagens e Pastoreio Extensivo

A rotação de pastagens e o pastoreio extensivo são práticas que promovem a saúde do solo e a biodiversidade. Estas técnicas permitem:

  • Recuperação natural das pastagens
  • Redução da erosão do solo
  • Melhoria da qualidade da forragem

A rotação de pastagens envolve a mudança periódica dos animais entre diferentes áreas de pastagem, permitindo que o solo e a vegetação se recuperem. O pastoreio extensivo, por sua vez, distribui os animais por áreas maiores, reduzindo a pressão sobre o solo e promovendo a diversidade de espécies vegetais.

Em resumo, as práticas ecológicas e sustentáveis na pecuária biológica não só beneficiam o meio ambiente, mas também garantem a viabilidade a longo prazo das explorações agrícolas. A adoção destas práticas é essencial para a construção de um futuro mais sustentável e equilibrado.

Biodiversidade e preservação do ecossistema

A biodiversidade e a preservação do ecossistema são pilares fundamentais na pecuária biológica. Este sistema de produção não só visa a criação de animais de forma ética e sustentável, mas também promove a conservação da natureza e a diversidade biológica. Vamos explorar os principais aspectos que tornam a pecuária biológica uma aliada da biodiversidade.

Proteção e fomento da diversidade de espécies

A pecuária biológica adota práticas que protegem e fomentam a diversidade de espécies, tanto animais quanto vegetais. As explorações são planeadas para minimizar o impacto negativo sobre o meio ambiente e promover a coexistência harmoniosa entre a produção animal e a vida selvagem. Algumas das práticas incluem:

  • Uso de raças autóctones: Estas raças são mais adaptadas ao ambiente local e contribuem para a manutenção da diversidade genética.
  • Cultivo de plantas nativas: A utilização de plantas locais ajuda a preservar a flora regional e oferece habitat e alimento para a fauna nativa.
  • Evitação de monoculturas: A diversidade de culturas agrícolas evita a degradação do solo e promove um ecossistema mais equilibrado.

Integração de áreas de refúgio para fauna e flora nativa

A criação de áreas de refúgio é uma prática essencial na pecuária biológica. Estas áreas servem como santuários para a fauna e flora nativa, proporcionando um ambiente seguro e protegido onde as espécies podem prosperar. As áreas de refúgio incluem:

  1. Zonas de vegetação natural: Estas áreas são deixadas intocadas para permitir o crescimento de plantas nativas e oferecer abrigo para animais selvagens.
  2. Lagos e charcos: Corpos de água naturais ou artificiais que servem como habitat para aves aquáticas, anfíbios e outras espécies.
  3. Bosques e sebes: Pequenas florestas e sebes que fornecem alimento e abrigo para uma variedade de espécies.

Manutenção de corredores ecológicos

Os corredores ecológicos são essenciais para a conectividade entre diferentes habitats, permitindo que as espécies se movam livremente e mantenham populações viáveis. Na pecuária biológica, a manutenção de corredores ecológicos é uma prática comum que inclui:

  • Cercas vivas: Plantação de árvores e arbustos ao longo das cercas para criar corredores naturais.
  • Passagens de fauna: Estruturas que permitem a passagem segura de animais sobre ou sob estradas e outras barreiras.
  • Rotação de pastagens: Prática que evita a degradação do solo e mantém a vegetação saudável, proporcionando corredores naturais para a fauna.

Em resumo, a pecuária biológica não só promove a produção animal de forma ética e sustentável, mas também desempenha um papel crucial na preservação da biodiversidade e na manutenção de ecossistemas saudáveis. A integração de práticas que protegem a diversidade de espécies, criam áreas de refúgio e mantêm corredores ecológicos são fundamentais para garantir um futuro sustentável para todos.

Alimentação biológica e saúde animal

Alimentação com produtos orgânicos

A alimentação biológica é um dos pilares fundamentais para garantir a saúde e o bem-estar dos animais na pecuária biológica. Os animais são alimentados com produtos orgânicos, preferencialmente oriundos da própria exploração ou de explorações locais. Esta prática assegura que os alimentos são livres de pesticidas e fertilizantes químicos, promovendo uma dieta mais natural e saudável. Além disso, a alimentação orgânica contribui para a sustentabilidade das explorações, reduzindo a dependência de insumos externos e fortalecendo a economia local.

Proibição do uso de organismos geneticamente modificados (OGM) e aditivos sintéticos

Na pecuária biológica, o uso de organismos geneticamente modificados (OGM) e aditivos sintéticos é estritamente proibido. Esta proibição visa garantir a integridade dos produtos biológicos e proteger a saúde dos animais e dos consumidores. Estudos indicam que a exposição a OGM e aditivos sintéticos pode ter efeitos adversos na saúde animal, incluindo problemas digestivos e imunológicos. Ao evitar estes componentes, a pecuária biológica promove uma alimentação mais segura e natural.

Prioridade na prevenção de doenças

A prevenção de doenças é uma prioridade na pecuária biológica. Em vez de recorrer ao uso intensivo de medicamentos, os produtores biológicos adotam práticas de manejo que fortalecem o sistema imunológico dos animais e reduzem o risco de doenças. Algumas destas práticas incluem:

  1. Rotação de pastagens: Ajuda a prevenir a propagação de parasitas e doenças.
  2. Alimentação balanceada: Garante que os animais recebam todos os nutrientes necessários para uma boa saúde.
  3. Ambientes limpos e espaçosos: Reduzem o stress e a incidência de doenças.

Uso restrito de medicamentos sintéticos

O uso de medicamentos sintéticos, como antibióticos, é restrito na pecuária biológica e só é permitido em casos excecionais. Esta abordagem visa minimizar a resistência antimicrobiana e garantir que os produtos finais sejam livres de resíduos químicos. Quando necessário, os tratamentos são realizados sob supervisão veterinária e com um período de carência adequado para assegurar a segurança dos consumidores.

Em resumo, a alimentação biológica e a saúde animal estão intrinsecamente ligadas na pecuária biológica. A adoção de práticas alimentares naturais e a prevenção de doenças contribuem para o bem-estar dos animais e a produção de alimentos mais saudáveis e seguros para os consumidores.

Certificação e Garantia de Qualidade

Obrigatoriedade da certificação para comercialização de produtos biológicos

A certificação é um requisito fundamental para a comercialização de produtos biológicos. Este processo assegura que os produtores seguem rigorosamente as normas estabelecidas para a produção biológica. Sem a certificação, os produtos não podem ser vendidos como biológicos, o que protege tanto os consumidores quanto os produtores que investem em práticas sustentáveis. A certificação é realizada por entidades acreditadas que verificam o cumprimento de todos os critérios necessários.

Conformidade com normas e regulamentações aplicáveis

Para obter a certificação, os produtores devem demonstrar conformidade com um conjunto de normas e regulamentações específicas. Estas normas abrangem diversos aspectos da produção, incluindo:

  1. Uso de insumos orgânicos: Proibição de organismos geneticamente modificados (OGM) e aditivos sintéticos.
  2. Bem-estar animal: Garantia de condições adequadas de vida e alimentação para os animais.
  3. Práticas agrícolas sustentáveis: Rotação de culturas, conservação do solo e gestão eficiente da água.

A conformidade com estas normas é verificada através de auditorias regulares e inspeções no local, garantindo que os padrões de produção biológica sejam mantidos.

Transparência e rastreabilidade dos produtos

A certificação também promove a transparência e a rastreabilidade dos produtos biológicos. Cada produto certificado possui um rótulo que indica sua origem e o cumprimento das normas biológicas. Isso permite que os consumidores rastreiem o produto desde a sua origem até a prateleira do supermercado. A rastreabilidade é essencial para manter a confiança dos consumidores e assegurar a integridade do mercado de produtos biológicos.

Permissão para escolhas informadas e éticas pelos consumidores

A certificação oferece aos consumidores a possibilidade de fazer escolhas informadas e éticas. Ao comprar produtos certificados, os consumidores têm a garantia de que estão adquirindo produtos que respeitam o meio ambiente e o bem-estar animal. Além disso, a certificação contribui para a transparência do mercado, permitindo que os consumidores identifiquem facilmente os produtos biológicos.

Benefícios da certificação para consumidores:

  • Garantia de qualidade e conformidade com normas biológicas.
  • Transparência sobre a origem e os métodos de produção.
  • Possibilidade de apoiar práticas agrícolas sustentáveis e éticas.

A certificação e a garantia de qualidade são pilares essenciais para o crescimento e a credibilidade do mercado de produtos biológicos, beneficiando tanto produtores quanto consumidores.

Benefícios para Produtores e Consumidores

A pecuária biológica oferece uma série de vantagens tanto para os produtores quanto para os consumidores. Este sistema de produção, que prioriza o bem-estar animal e práticas sustentáveis, está a ganhar popularidade e a transformar o setor agropecuário.

Preço mais elevado para produtos biológicos

Os produtos biológicos geralmente alcançam preços mais elevados no mercado. Esta valorização deve-se à crescente procura por alimentos mais saudáveis e produzidos de forma ética. Segundo um estudo da Comissão Europeia, os produtos biológicos podem ser vendidos por até 20% a 30% mais do que os produtos convencionais. Este diferencial de preço beneficia diretamente os produtores, permitindo-lhes obter um retorno financeiro mais significativo.

Melhoria da resiliência das explorações

A adoção de práticas biológicas contribui para a resiliência das explorações agropecuárias. A rotação de culturas e o pastoreio extensivo, por exemplo, ajudam a manter a fertilidade do solo e a reduzir a incidência de pragas e doenças. Estas práticas resultam em explorações mais robustas e capazes de enfrentar adversidades climáticas e económicas.

Contribuição para um ecossistema saudável e equilibrado

A pecuária biológica promove a conservação dos recursos naturais e a biodiversidade. A gestão sustentável das explorações minimiza a emissão de gases de efeito estufa e a contaminação do solo e da água. Além disso, a integração de áreas de refúgio para a fauna e flora nativa contribui para a preservação dos ecossistemas locais.

Alternativa mais ética e saudável para os consumidores

Para os consumidores, os produtos biológicos representam uma escolha mais ética e saudável. Estes produtos são obtidos sem o uso de organismos geneticamente modificados (OGM) e aditivos sintéticos, o que reduz a exposição asubstâncias potencialmente nocivas. Além disso, a produção biológica respeita o bem-estar animal, o que é um fator importante para muitos consumidores.

Menor presença de resíduos químicos

Os produtos provenientes da pecuária biológica apresentam uma menor presença de resíduos químicos. Isto deve-se à proibição do uso de pesticidas e fertilizantes sintéticos, bem como à restrição do uso de antibióticos e outros medicamentos. Como resultado, os consumidores podem desfrutar de alimentos mais puros e naturais.

Crescente procura por produtos biológicos

A procura por produtos biológicos tem vindo a aumentar de forma constante. De acordo com dados da Eurostat, o mercado de produtos biológicos na União Europeia cresceu cerca de 8% ao ano na última década. Esta tendência reflete uma maior consciência ambiental e uma preocupação crescente com a saúde e o bem-estar animal.

Em resumo, a pecuária biológica oferece benefícios significativos para produtores e consumidores, promovendo um sistema de produção mais sustentável e ético.

Conclusão: A pecuária biológica como alternativa ética de produção

Resumo dos principais aspectos da pecuária biológica

A pecuária biológica tem-se destacado como uma alternativa ética e sustentável à produção animal convencional. Este sistema de produção valoriza o bem-estar animal, a utilização de práticas ecológicas e a preservação da biodiversidade. Além disso, a certificação garante a qualidade dos produtos finais, beneficiando tanto produtores quanto consumidores.

Compromisso com o bem-estar animal

O bem-estar animal é um dos pilares fundamentais da pecuária biológica. Os animais são criados em ambientes que atendem às suas necessidades naturais, com acesso a espaços ao ar livre e abrigos adequados. A alimentação é de alta qualidade e práticas invasivas e estressantes, como a mutilação ou o confinamento excessivo, são evitadas.

Utilização de práticas ecológicas

A pecuária biológica visa reduzir o impacto ambiental da produção animal. Entre as práticas adotadas, destacam-se:

  • Rotação de pastagens
  • Pastoreio extensivo
  • Minimização da produção de resíduos
  • Redução da emissão de gases de efeito estufa
  • Evitação da contaminação do solo e da água

Preservação da biodiversidade

A preservação da biodiversidade é outro objetivo crucial da pecuária biológica. As explorações são planeadas para proteger e fomentar a diversidade de espécies, tanto animais como vegetais. Medidas incluem:

  • Integração de áreas de refúgio para fauna e flora nativa
  • Manutenção de corredores ecológicos

Imagem sugerida: Um campo com diferentes tipos de vegetação e animais pastando livremente.

Garantia de qualidade através da certificação

A certificação é obrigatória para todos os produtores que desejam comercializar os seus produtos como biológicos. Esta certificação assegura a conformidade com normas e regulamentações aplicáveis, garantindo a qualidade dos produtos finais. Além disso, promove a transparência e a rastreabilidade, permitindo aos consumidores fazer escolhas informadas e éticas.

Benefícios evidentes para produtores e consumidores

A adoção da pecuária biológica traz múltiplos benefícios:

  1. Para os produtores:
    • Preço mais elevado para produtos biológicos
    • Melhoria da resiliência das explorações
    • Contribuição para um ecossistema saudável e equilibrado
  2. Para os consumidores:
    • Alternativa mais ética e saudável
    • Menor presença de resíduos químicos
    • Crescente procura por produtos biológicos

Perspectivas futuras para a pecuária biológica

A crescente procura por produtos biológicos indica que a pecuária biológica continuará a desempenhar um papel importante no setor agropecuário nos próximos anos. A combinação de benefícios ambientais, éticos e de saúde torna este sistema de produção uma escolha cada vez mais atraente para produtores e consumidores.

 

Perguntas Frequentes

O que é a pecuária biológica?

A pecuária biológica é um sistema de produção animal que prioriza o bem-estar dos animais, práticas ecológicas e a preservação da biodiversidade. Este sistema utiliza métodos sustentáveis e evita o uso de organismos geneticamente modificados (OGM) e aditivos sintéticos.

Quais são os benefícios da pecuária biológica para os animais?

Os animais criados em sistemas de pecuária biológica têm acesso a ambientes que atendem às suas necessidades naturais, como pastar, socializar e explorar. Além disso, recebem alimentação de alta qualidade e são protegidos contra práticas invasivas e estressantes.

Como a pecuária biológica contribui para a sustentabilidade ambiental?

A pecuária biológica adota práticas que reduzem o impacto ambiental, como a rotação de pastagens, o uso de energias renováveis e a minimização da produção de resíduos. Estas práticas ajudam a preservar a qualidade do solo e da água e a reduzir a emissão de gases de efeito estufa.

O que é necessário para obter a certificação biológica?

Para obter a certificação biológica, os produtores devem cumprir um conjunto rigoroso de normas e regulamentações, incluindo o uso de insumos orgânicos, a garantia do bem-estar animal e a adoção de práticas agrícolas sustentáveis. A conformidade é verificada através de auditorias regulares e inspeções no local.

Quais são os benefícios da pecuária biológica para os consumidores?

Os consumidores beneficiam de produtos mais saudáveis e éticos, com menor presença de resíduos químicos. Além disso, a certificação biológica garante a transparência e a rastreabilidade dos produtos, permitindo escolhas informadas e éticas.

Como a pecuária biológica promove a biodiversidade?

A pecuária biológica protege e fomenta a diversidade de espécies através do uso de raças autóctones, cultivo de plantas nativas e evitação de monoculturas. Além disso, integra áreas de refúgio para fauna e flora nativa e mantém corredores ecológicos.

Quais são as práticas alimentares na pecuária biológica?

Na pecuária biológica, os animais são alimentados com produtos orgânicos, livres de OGM e aditivos sintéticos. A alimentação é cuidadosamente controlada para garantir a saúde e o bem-estar dos animais, contribuindo para a produção de produtos de alta qualidade.

Como a pecuária biológica evita a contaminação do solo e da água?

A pecuária biológica evita a contaminação do solo e da água através do uso de alternativas naturais a pesticidas e fertilizantes sintéticos. Além disso, a gestão adequada dos resíduos animais previne a poluição dos cursos de água e a degradação do solo.

Quais são as perspectivas futuras para a pecuária biológica?

A crescente procura por produtos biológicos indica que a pecuária biológica continuará a desempenhar um papel importante no setor agropecuário. A combinação de benefícios ambientais, éticos e de saúde torna este sistema de produção uma escolha cada vez mais atraente para produtores e consumidores.

Arquivado em:Produção Animal Marcados com:agricultura biológica, boas práticas de produção, consumidores, nova PAC, pecuária biológica, produção alternativa, produção animal ética

Agricultura biológica – o destaque da PAC

16 de Julho, 2019 by olinda de freitas 1 comentário

Agricultura biológica em Portugal

Portugal tem condições excelentes, e únicas, para o desenvolvimento da Agricultura Biológica (que consiste num sistema de produção que exclui o uso de produtos químicos sintéticos): produtos transformados, horto-fruticultura, plantas aromáticas e medicinais, vinho biológico, azeite, frutos secos (por exemplo pinhão) e carne no sistema agro-silvo-pastoril (montado e azinhal).

E na União Europeia?

A agricultura biológica é um tópico cada vez mais debatido na União Europeia (UE) pela sua crescente procura e, por isso, não pôde passar ao lado da reforma da Política Agrícola Comum (PAC) pós 2013. De acordo com a Euronews, a superfície cultivada de forma biológica em território europeu tem vindo a crescer muito e este rápido crescimento é estimulado por uma procura constante. A Áustria é o país europeu com a maior superfície ocupada pela produção biológica – mas é a Espanha que lidera em termos de volume de produção biológica. Por outro lado, Portugal continua a figurar entre os países europeus que menos recebe por agricultor.

A introdução do conceito Greening na PAC

Também os consumidores estão mais conscientes dos produtos que compram, preferindo os da agricultura biológica – assim como também possuem uma consciência crescente de que os assuntos políticos referentes à agricultura comum aos estados membros são também do seu interesse. É neste sentido que a priorização da agricultura biológica e o conceito Greening surge em força nas novidades da proposta de reforma da PAC e que passam pela:

  • a introdução do conceito Greening;
  • reconhecimento da agricultura Biológica;
  • apoio aos pequenos agricultores;
  • apoio ao aconselhamento técnico;
  • promoção de novas de formas de relação e cooperação com os mercados;
  • incentivos à instalação de novos agricultores.

A ideia do Greening é apoiar financeiramente as práticas e actividades que respeitem e promovam o ambiente – como é o caso da agricultura biológica.

Este terá sido, precisamente, um dos aspectos mais polémicos da nova PAC, tendo-se mantido as três medidas centrais (diversificação de culturas, pastagens permanentes e superfícies de interesse ecológico), mas com maior flexibilidade de forma a ter em conta a dimensão das explorações agrícolas.

Novas regras da PAC para a agricultura biológica

As novas regras da UE para a etiquetagem de produtos alimentares biológicos, em vigor desde 1 de Julho, vão de encontro a essas necessidades de ecologização ou Greening.

Igualmente, além de fixarem as condições relativas ao meio de produção aquícola e à separação das unidades biológicas e não biológicas, especificando as condições de bem-estar dos animais (incluindo as densidades de animais máximas, que constituem um indicador mensurável do bem-estar), as novas diretivas da UE proíbem a indução da reprodução por hormonas artificiais.

Ao mesmo tempo, é também obrigatório que os alimentos biológicos pré-embalados, que tenham sido produzidos em qualquer um dos Estados-Membros, incluam um logótipo específico, designado por Eurofolha.

Ainda assim, o sector da agricultura biológica tem um longo caminho a percorrer e as opiniões dos 27 Estados-membros não são, unânimes quanto à matéria: se há quem apoie a PAC e as ajudas aos agricultores – apoios que representam quase metade do orçamento anual da UE -, há também quem defenda a canalização desses fundos para outros sectores, como a energia e a inovação.

A ver vamos!

Arquivado em:Agricultura Marcados com:agricultura biológica, ecologização, Greening, nova reforma da PAC, PAC, UE, União Europeia

Produção Biológica da Batata: O Rei Solo Fertilizado

16 de Junho, 2019 by olinda de freitas Deixe um comentário

A produção biológica da batata tem de obedecer às normas de produção definidas na legislação comunitária relativa à produção vegetal em agricultura biológica (Regulamento CEE nº 2092/91, modificado).

O solo é o rei da agricultura biológica e a planta vem depois. É mesmo assim, o solo é considerado um sistema vivo, a manter fértil e com qualidade de produção.

Fertilização e protecção fitossanitária

Fazer agricultura biológica, e produção biológica da batata, implica grandes diferenças principalmente ao nível da fertilização e da protecção fitossanitária. A actividade do solo deve, por isso, ser mantida e melhorada pelos seguintes procedimentos:

  • cultivo de leguminosas, de culturas para sideração (adubo verde) ou de plantas com um sistema radicular profundo e de acordo com um programa de rotação plurianual adequado;
  • incorporação de estrume animal que tenha origem em modo de produção biológico de animais;
  • incorporação de matérias orgânicas, de compostagem ou não, produzidas em explorações que façam agricultura biológica.

Práticas de produção

Adubos verdes, rotações, estrumes de pecuária biológica, resíduos das culturas ou compostagem, são práticas e factores de produção da própria produção biológica da batata ou de outras congéneres. Estas práticas permitem uma agricultura menos dependente de factores de produção externos – além de ser mais sustentável.

E os adubos químicos?

Adubos químicos, não! Os adubos químicos com azoto, fósforo e potássio são proibidos na produção biológica da batata!

Os fertilizantes autorizados para a produção biológica da batata são de origem orgânica (vegetal ou animal) ou mineral e estão presentes nos regulamentos (CE) nº 2381/94 e nº 1488/97.

Mas atenção! Estes fertilizantes, ou seja, correctivos e adubos, mesmo estando autorizados, só podem ser aplicados se não for possível uma nutrição adequada das culturas em rotação ou a correcção do solo recorrendo apenas ao métodos referidos anteriormente!

Protecção contra pragas e doenças

Igualmente na protecção das plantas contra pragas e doenças as diferenças são muitas na agricultura biológica em geral e na produção biológica da batata em particular. São completamente proibidos quase todos os pesticidas químicos de síntese e apenas
autorizados os de origem vegetal, animal ou mineral.

Na protecção das plantas deve ser dada preferência à protecção com base nos organismos auxiliares existentes na cultura e à luta biológica, ou seja, largadas de auxiliares criados em biofábricas. E tudo isto para além de todas as medidas preventivas que puderem ser tomadas como: variedades resistentes, fertilização equilibrada, sem excesso de azoto, rega, entre outras.

Como complemento, os pesticidas autorizados podem ser utilizados – desde que devidamente homologados no estado membro – mas apenas em caso de perigo imediato para a cultura. Esta situação obriga a uma estimativa do risco que se pretende tratar.

O solo é o interveniente mais importante na agricultura biológica e tudo gira à volta dele. É o caso dos correctivos e dos adubos, fertilizantes, no caso específico da produção biológica da batata em particular e de todas as culturas em geral.

Arquivado em:Agricultura Marcados com:adubos, agricultura biológica, correctivos, doenças, fertilizantes, pragas, produção biológica da batata, solo

Tipos de produtos ecológicos – proveniências

7 de Junho, 2019 by olinda de freitas Deixe um comentário

De onde vêm os produtos ecológicos?

Têm, os produtos ecológicos, uma diversidade quanto à proveniência: são todos aqueles que podem ser produzidos a partir de matéria-primas de origem biológica e com aditivos químicos mínimos e que garantem, com toda a certeza, um impacte ambiental muito mais reduzido.

Agricultura Biológica

Os produtos ecológicos alimentares, provenientes da agricultura biológica, são uma garantia de saúde para o consumidor por terem um baixo valor de nitratos, um maior teor de vitamina C e uma maior percentagem de matéria seca (alimentos com menos água e com mais sabor).

Ao não serem utilizados adubos artificiais potencia-se a fertilização dos solos, a preservação da qualidade da água, a biodiversidade, a redução do consumo de energia e a produção de alimentos não tóxicos carregados de nutrientes.

Exploração pecuária biológica

Optar por produtos ecológicos pecuários cujos métodos de produção têm em consideração as necessidades fisiológicas dos animais, assim como os princípios éticos, mantendo-os com boa saúde com o mínimo recurso ao veterinário e a substâncias antibióticas, anabolizantes e antiparasitárias químicos é uma excelente solução.

Papel reciclado

Comprar o produto biológico que é o papel reciclado para além de promover o aproveitamento dos resíduos urbanos é a forma verde de acabar com o abate desregrado de árvores: por cada tonelada de papel reciclado evita-se o abate de quinze árvores.

Calçado ecológico

Estes produtos são fruto de um aproveitamento de matérias primas já utilizadas noutros fins – por exemplo alimentares. A indústria de curtumes é, por isso, uma das grandes impulsionadoras do aproveitamento e valorização da pele como subproduto da indústria da carne.

Detergentes biodegradáveis

A legislação impõe regras a estes meninos detergentes que usualmente são fabricados com componentes petroquímicos, sulfatos e fosfatos, entre outros. O objectivo é haver investimento no desenvolvimento da química suave baseada em ingredientes de proveniência natural de matérias primas renováveis como o coco, cana de açúcar, limão ou especiarias. E se quer ajudar opte sempre por detergentes concentrados, já que a quantidade necessária de produto é menor e a embalagem mais pequena.

Pilhas ecológicas

Sempre prejudiciais ao ambiente, por aterrarem no aterro, podem ser um pouco menos poluidoras se lhes for retirado o mercúrio e o cádmio. Se quer ajudar, compre pilhas recarregáveis (uma destas equivale ao consumo de mil das outras).

Fotocopiadoras verdes

Este produto ecológico funciona assim com amizade pelo ambiente: adaptação de filtros para as poeiras resultantes das altas temperaturas praticadas; cumprimento da legislação relativamente aos decibéis para inibirem altos níveis de ruído; colocação de filtros para redução dos níveis de emissão de ozono – transformam o gás em CO2 e este em O2; recolha de embalagens e toners para destruição e reciclagem.

Máquinas verdes

Tanto na aquisição como na utilização de electrodomésticos já é possível fazerem-se boas escolhas e optar-se sempre pelo produto mais ecológico e que permite uma redução no consumo de energia.

Lâmpadas de baixo consumo

Este produto ecológico você conhece bem: é aquele que demora a aquecer mas dura oito vezes mais do que a normal. Há, portanto, uma grande redução de lixo, mais luz e menos consumo.

Chuveiros de baixo consumo

Reduzir a água em cerca de 50% é uma óptima notícia deste produto ecológico, não lhe parece?

Combustíveis sem chumbo

O catalisador foi a solução mais arrojada para diminuir os malefícios do chumbo – e assim surgiu a gasolina sem chumbo que reduz em cerca de 90% a emissão das substâncias maléficas para o meio ambiente. Mas se quer mesmo, mesmo, ajudar: ande a pé. E com calçado ecológico.

Veículos eléctricos e gás natural

O produto ecológico que é o carro que anda a bateria e o que se move a gás natural recomenda-se por todos os motivos e mais algum – mais um do que outro, claro. É que também a electricidade constitui uma ameaça pela modificação ambiente e aos ecossistemas pela construção de barragens e outras infraestruturas.

Pneus recauchutados

As vantagens deste produto ecológico são muitas: evitam a proliferação de cemitérios de borracha e do volume de resíduos nas lixeiras industriais; com o aumento da durabilidade dos pneus e redução do preço, ganha o consumidor.

Óleos valorizados

A recuperação de óleos usados pela indústria permite filtrar os produtos tóxicos e retirar-lhes os metais e o alcatrão – esta é uma forma de valorização. A outra é a regeneração, processo que devolve aos óleos usados as suas qualidades iniciais permitindo a reutilização com maior resistência às altas temperaturas e com menos facilidade de carbonização.

Tintas e outros produtos de revestimento

Tudo nas tintas polui: o grande consumo energético com geração de grandes quantidades tóxicas – desde a produção até ao destino das embalagens e aos resíduos do produto após utilização. Substituir os principais componentes venenosos é o grande objectivo para serem consideradas produto ecológico. No caso das resinas, a substituição dos solventes tóxicos por água é a meta.

Nestes, e em outros casos como tintas decorativas e esmaltes e vernizes a ideia é sempre eliminar e substituir, ou pelo menos reduzir, os componentes altamente nocivos.

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Agricultura biológica: vantagens e mais vantagens

5 de Junho, 2019 by olinda de freitas Deixe um comentário

Só vantagens,

Na agricultura Biológica: além de ser um modo de produção que visa produzir alimentos e fibras têxteis de elevada qualidade, saudáveis – ao mesmo tempo promove práticas sustentáveis e de impacto positivo no ecossistema agrícola. Igualmente, através do uso adequado de métodos preventivos e culturais, tais como as rotações, os adubos verdes, a compostagem, as consociações e a instalação de sebes vivas, entre outros, fomenta a melhoria da fertilidade do solo e a biodiversidade.

Agricultura biológica: o menos é mais

Em agricultura Biológica, não se recorre à aplicação de pesticidas nem adubos químicos de síntese, nem ao uso de organismos geneticamente modificados. Desta forma, garante-se o direito à escolha do consumidor e é salvaguardada a saúde do consumidor, ao evitar resíduos químicos nos alimentos. Fica igualmente salvaguardada a saúde dos produtores, que evitam o contacto com químicos nocivos, e preserva-se o ambiente da contaminação de poluentes – cuja actual carga sobre os solos e as águas é, em grande parte, da responsabilidade de sistemas intensivos de agropecuária.

Veja bem

  • os alimentos provenientes de agricultura biológica são cultivados em solos equilibrados e por isso mais ricos em vitaminas, sais minerais, proteínas e glúcidos: uma alimentação rica e saudável;
  • em solos regenerados e fertilizados com matéria orgânica, as plantas crescem saudáveis e desenvolvem o seu verdadeiro aroma, a sua cor e sabor autênticos: o verdadeiro gosto dos alimentos;
  • não são aplicados adubos químicos, nem se pulverizam as plantas com pesticidas de síntese: mais saúde;
  • o solo é a base de toda a cadeia alimentar e a principal preocupação da agricultura biológica: mais matéria orgânica;
  • com a utilização de adubos naturais, a agricultura biológica garante a preservação da água que bebemos: mais pureza;
  • perpetuação da diversidade das sementes e as variedades locais com grande valor nutritivo e cultural: mais e maior biodiversidade global dos ecossistemas agrícolas;
  • os produtores biológicos seguem um caderno de normas rigoroso, verificado por organismos de controlo e certificação, segundo a legislação europeia de Agricultura Biológica: mais qualidade;
  • o respeito pelo equilíbrio da natureza entre a agricultura e floresta -as rotações e consociações de culturas permitem preservar um espaço rural para nós, os nossos filhos e netos: mais ruralidade;
  • permite revitalizar os meios rurais e restituir ao agricultor o seu papel de guardião da paisagem, dos ecossistemas agrícolas e primeiro garante da saúde humana: mais dignidade;
  • oferece aos jovens de hoje, decisores de amanhã, um modelo de desenvolvimento sustentável do planeta: mais educação;
  • cria oportunidades de emprego permanente e gratificante devido às práticas ecológicas e à dimensão das explorações agrícolas: mais emprego;
  • dispensa do uso de todos os produtos poluentes do ecossistema: mais futuro.

A produção animal biológica

A produção animal biológica pauta-se por normas de ética e respeito pelo bem-estar animal: pratica-se uma alimentação adequada à sua fisiologia e facultam-se condições ambientais que permitem aos animais expressar os seus comportamentos naturais, não havendo recurso ao uso de hormonas nem antibióticos como promotores de crescimento.

Saúde, razões ambientais, incentivo à produção nacional de qualidade: são mais do que muitas as razões para consumir alimentos de agricultura biológica.

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Produção Biológica da Batata, Lógica Orgânica Saudável

21 de Maio, 2019 by olinda de freitas 1 comentário

Na produção biológica da batata o cultivo é muito importante e tem de obedecer às normas de produção definidas na legislação comunitária relativa à produção vegetal em agricultura biológica.

Já todos sabemos que na agricultura biológica em primeiro lugar está o solo e só depois é que vem a planta já que, enquanto sistema vivo, cuja actividade biológica precisa de ser mantida e melhorada, dele depende a fertilidade e a qualidade da produção.

Tanto na produção biológica da batata como na agricultura biológica em geral, exercer esta actividade significa fazer diferente – ao nível da fertilização e da protecção fitossanitária.

Como fazer diferente ao nível da fertilização na produção biológica da batata?

De acordo com a legislação comunitária, fertilidade e a actividade biológica dos solos implica:

  • o cultivo de leguminosas, culturas para sideração (adubo verde) ou plantas com um sistema radicular profundo, segundo um programa de rotação plurianual adequado;
  • a incorporação de estrume animal proveniente do modo de produção biológico de animais;
  • a incorporação de matérias orgânicas, de compostagem ou não, produzidas em explorações que façam agricultura biológica.

Desta feita, adubos verdes, rotações, estrumes de pecuária biológica, resíduos das culturas e compostagem, são práticas e factores de produção biológica da batata, o que vai permitir uma agricultura menos dependente de factores de produção externos. E mais sustentável!

Atenção! Todos os adubos químicos que contenham azoto, fósforo e potássio são proibidos! Todos os fertilizantes autorizados têm origem orgânica (vegetal ou animal) ou mineral. Pode consultá-los, de acordo com o anexo II-A de regulamento (CEE) nº 2092/91, neste documento.

Saiba que, embora autorizados, estes fertilizantes só podem ser aplicados em caso de impossibilidade de uma nutrição adequada das culturas em rotação ou a correcção do solo recorrendo apenas aos métodos biológicos. É exactamente assim também para a produção da batata biológica!

E os consumidores, acredite, só ficam a ganhar com a produção biológica da batata.

Os passos da fertilização para a produção biológica da batata

  • estabelecer uma rotação de culturas, no mínimo durante quatro anos por questões sanitárias, em que a batata seja uma dessas culturas;
  • incluir culturas intercalares para adubação verde na rotação – preferencialmente leguminosas como ervilhaca, fava-miúda, tremoço, tremocilha, gramicha com gramíneas antes da batata (aveia, cevada, centeio, azevém anual);
  • fazer o aproveitamento de todos os resíduos das culturas (sem queimá-los) e dos estrumes, tratando-os pela compostagem.

As especificidades em relação à produção biológica da batata passam por perceber que:

  • a batata, com excepção da carência em fósforo, é uma cultura exigente em nutrientes;
  • o período mais activo de absorção é durante a tuberização, ou seja, quando os tubérculos se começam a formar;
  • no início da cultura o excesso de azoto faz crescer a rama em demasia, diminui a produção de tubérculos e aumenta o risco de doenças e pragas!
  • as exigências nutritivas da batata vão variando consoante a variedade.

Saiba tudo sobre o regime da agricultura biológica aqui.

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