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Terra Animal

Blog Vertical dedicado a Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca

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Produção Biológica da Batata: O Rei Solo Fertilizado

16 de Junho, 2019 by olinda de freitas Deixe um comentário

A produção biológica da batata tem de obedecer às normas de produção definidas na legislação comunitária relativa à produção vegetal em agricultura biológica (Regulamento CEE nº 2092/91, modificado).

O solo é o rei da agricultura biológica e a planta vem depois. É mesmo assim, o solo é considerado um sistema vivo, a manter fértil e com qualidade de produção.

Fertilização e protecção fitossanitária

Fazer agricultura biológica, e produção biológica da batata, implica grandes diferenças principalmente ao nível da fertilização e da protecção fitossanitária. A actividade do solo deve, por isso, ser mantida e melhorada pelos seguintes procedimentos:

  • cultivo de leguminosas, de culturas para sideração (adubo verde) ou de plantas com um sistema radicular profundo e de acordo com um programa de rotação plurianual adequado;
  • incorporação de estrume animal que tenha origem em modo de produção biológico de animais;
  • incorporação de matérias orgânicas, de compostagem ou não, produzidas em explorações que façam agricultura biológica.

Práticas de produção

Adubos verdes, rotações, estrumes de pecuária biológica, resíduos das culturas ou compostagem, são práticas e factores de produção da própria produção biológica da batata ou de outras congéneres. Estas práticas permitem uma agricultura menos dependente de factores de produção externos – além de ser mais sustentável.

E os adubos químicos?

Adubos químicos, não! Os adubos químicos com azoto, fósforo e potássio são proibidos na produção biológica da batata!

Os fertilizantes autorizados para a produção biológica da batata são de origem orgânica (vegetal ou animal) ou mineral e estão presentes nos regulamentos (CE) nº 2381/94 e nº 1488/97.

Mas atenção! Estes fertilizantes, ou seja, correctivos e adubos, mesmo estando autorizados, só podem ser aplicados se não for possível uma nutrição adequada das culturas em rotação ou a correcção do solo recorrendo apenas ao métodos referidos anteriormente!

Protecção contra pragas e doenças

Igualmente na protecção das plantas contra pragas e doenças as diferenças são muitas na agricultura biológica em geral e na produção biológica da batata em particular. São completamente proibidos quase todos os pesticidas químicos de síntese e apenas
autorizados os de origem vegetal, animal ou mineral.

Na protecção das plantas deve ser dada preferência à protecção com base nos organismos auxiliares existentes na cultura e à luta biológica, ou seja, largadas de auxiliares criados em biofábricas. E tudo isto para além de todas as medidas preventivas que puderem ser tomadas como: variedades resistentes, fertilização equilibrada, sem excesso de azoto, rega, entre outras.

Como complemento, os pesticidas autorizados podem ser utilizados – desde que devidamente homologados no estado membro – mas apenas em caso de perigo imediato para a cultura. Esta situação obriga a uma estimativa do risco que se pretende tratar.

O solo é o interveniente mais importante na agricultura biológica e tudo gira à volta dele. É o caso dos correctivos e dos adubos, fertilizantes, no caso específico da produção biológica da batata em particular e de todas as culturas em geral.

Arquivado em:Agricultura Marcados com:adubos, agricultura biológica, correctivos, doenças, fertilizantes, pragas, produção biológica da batata, solo

Produção Biológica da Batata, Lógica Orgânica Saudável

21 de Maio, 2019 by olinda de freitas 1 comentário

Na produção biológica da batata o cultivo é muito importante e tem de obedecer às normas de produção definidas na legislação comunitária relativa à produção vegetal em agricultura biológica.

Já todos sabemos que na agricultura biológica em primeiro lugar está o solo e só depois é que vem a planta já que, enquanto sistema vivo, cuja actividade biológica precisa de ser mantida e melhorada, dele depende a fertilidade e a qualidade da produção.

Tanto na produção biológica da batata como na agricultura biológica em geral, exercer esta actividade significa fazer diferente – ao nível da fertilização e da protecção fitossanitária.

Como fazer diferente ao nível da fertilização na produção biológica da batata?

De acordo com a legislação comunitária, fertilidade e a actividade biológica dos solos implica:

  • o cultivo de leguminosas, culturas para sideração (adubo verde) ou plantas com um sistema radicular profundo, segundo um programa de rotação plurianual adequado;
  • a incorporação de estrume animal proveniente do modo de produção biológico de animais;
  • a incorporação de matérias orgânicas, de compostagem ou não, produzidas em explorações que façam agricultura biológica.

Desta feita, adubos verdes, rotações, estrumes de pecuária biológica, resíduos das culturas e compostagem, são práticas e factores de produção biológica da batata, o que vai permitir uma agricultura menos dependente de factores de produção externos. E mais sustentável!

Atenção! Todos os adubos químicos que contenham azoto, fósforo e potássio são proibidos! Todos os fertilizantes autorizados têm origem orgânica (vegetal ou animal) ou mineral. Pode consultá-los, de acordo com o anexo II-A de regulamento (CEE) nº 2092/91, neste documento.

Saiba que, embora autorizados, estes fertilizantes só podem ser aplicados em caso de impossibilidade de uma nutrição adequada das culturas em rotação ou a correcção do solo recorrendo apenas aos métodos biológicos. É exactamente assim também para a produção da batata biológica!

E os consumidores, acredite, só ficam a ganhar com a produção biológica da batata.

Os passos da fertilização para a produção biológica da batata

  • estabelecer uma rotação de culturas, no mínimo durante quatro anos por questões sanitárias, em que a batata seja uma dessas culturas;
  • incluir culturas intercalares para adubação verde na rotação – preferencialmente leguminosas como ervilhaca, fava-miúda, tremoço, tremocilha, gramicha com gramíneas antes da batata (aveia, cevada, centeio, azevém anual);
  • fazer o aproveitamento de todos os resíduos das culturas (sem queimá-los) e dos estrumes, tratando-os pela compostagem.

As especificidades em relação à produção biológica da batata passam por perceber que:

  • a batata, com excepção da carência em fósforo, é uma cultura exigente em nutrientes;
  • o período mais activo de absorção é durante a tuberização, ou seja, quando os tubérculos se começam a formar;
  • no início da cultura o excesso de azoto faz crescer a rama em demasia, diminui a produção de tubérculos e aumenta o risco de doenças e pragas!
  • as exigências nutritivas da batata vão variando consoante a variedade.

Saiba tudo sobre o regime da agricultura biológica aqui.

Arquivado em:Agricultura Marcados com:agricultura biológica, fertilizantes, produção biológica da batata

Negócio Agropecuário de Sucesso para Enfrentar a Crise

27 de Dezembro, 2018 by olinda de freitas Deixe um comentário

Quer um negócio agropecuário?

Abrir um negócio agropecuário pode ser uma excelente ideia para combater a crise. Estudar bem a cultura do país e também da região onde se pretende instalar pode ajudar bastante a responder a questões como

  • porque que ramo devo optar?
  • devo aproveitar a riqueza da região e explorá-la?
  • há sazonalidade naquilo nos produtos agropecuários que quero vender?
  • quanto devo investir?

Mas afinal o que pode comercializar em um negócio agropecuário. Sabe?

Ter a ideia para um negócio agropecuário não chega. É preciso que saiba exactamente se o que idealizou cabe na lei ou se o que cabe na lei pode ser o ponto de partida para uma ideia de negócio agropecuário. Conhecer a legislação sobre os produtos agropecuários que quer comercializar é essencial. Entendeu?

Depois tem mesmo de conhecer a legislação dos produtos específicos relacionados com este sector. Sabia que uma simples contaminação do solo por produtos agropecuários pode gerar um processo por crime ambiental? 

A gama de produtos agropecuários para um negócio agropecuário é vastíssima. Aqui ficam alguns exemplos em relação não exaustiva:

  • Animais de porte pequeno como galinhas, coelhos e patos;
  • Equipamentos para montarias e respectivos acessórios;
  • Equipamentos e acessórios para meios de transporte agrícolas;
  • Produtos para prevenção de pragas;
  • Adubos e fertilizantes;
  • Medicamentos e produtos de limpeza para animais;
  • Sementes, mudas e ramas;
  • Alimentação para animais como, por exemplo, rações.

Olhe a gestão!

Gerir um negócio agropecuário acaba por ser igual à gestão de outro negócio qualquer. No entanto, e porque tudo lhe parecerá novidade, esteja bem atento às compras que faz, faça uma gestão de stocks inteligente. Mas, atenção!, também deve atender às despesas que nem se apercebe que tem:

  • água, luz, telefone e Internet;
  • despesas com o local, a localização, a estrutura e tudo o que esteja de alguma forma relacionado com o espaço físico;
  • despesas com aquisição de produtos novos;
  • despesas com contabilidade;
  • gastos com recursos humanos e outros relacionados.

E lembre-se de que participar em feiras agropecuárias pode ser uma valia para si – tanto antes de montar o tal negócio agropecuário como depois: nas feiras as ideias fluem e os contactos são arranjados e mantidos!

Os produtos agropecuários podem ser uma boa aposta para enfrentar a crise. Pondere tudo muito bem, inclusive a legislação, antes de escolher exactamente os produtos com que quer trabalhar. O mercado agropecuário é muito grande mas também bastante específico, não esqueça.

Por fim, pondere fazer uma gestão eficaz atendendo a todas as despesas que tem, por mínimas que sejam, e, igualmente, dando especial atenção à gestão de stocks. Depois, um bom atendimento e uma reciclagem de contactos e de conhecimentos em feiras agropecuárias tratarão de arrastar até si e ao seu negócio o sucesso.

Arrisque e boa sorte!

Arquivado em:Agricultura, Produção Animal Marcados com:adubos, animais de porte pequeno, Conhecer a legislação, equipamentos e acessórios agrícolas, equipamentos para mintarias, fertilizantes, mudas, negócio agropecuário, prevenção de pragas, produtos agropecuários, rações, ramas, sementes

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