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Terra Animal

Blog Vertical dedicado a Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca

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Agricultura biológica – o destaque da PAC

16 de Julho, 2019 by olinda de freitas 1 comentário

Agricultura biológica em Portugal

Portugal tem condições excelentes, e únicas, para o desenvolvimento da Agricultura Biológica (que consiste num sistema de produção que exclui o uso de produtos químicos sintéticos): produtos transformados, horto-fruticultura, plantas aromáticas e medicinais, vinho biológico, azeite, frutos secos (por exemplo pinhão) e carne no sistema agro-silvo-pastoril (montado e azinhal).

E na União Europeia?

A agricultura biológica é um tópico cada vez mais debatido na União Europeia (UE) pela sua crescente procura e, por isso, não pôde passar ao lado da reforma da Política Agrícola Comum (PAC) pós 2013. De acordo com a Euronews, a superfície cultivada de forma biológica em território europeu tem vindo a crescer muito e este rápido crescimento é estimulado por uma procura constante. A Áustria é o país europeu com a maior superfície ocupada pela produção biológica – mas é a Espanha que lidera em termos de volume de produção biológica. Por outro lado, Portugal continua a figurar entre os países europeus que menos recebe por agricultor.

A introdução do conceito Greening na PAC

Também os consumidores estão mais conscientes dos produtos que compram, preferindo os da agricultura biológica – assim como também possuem uma consciência crescente de que os assuntos políticos referentes à agricultura comum aos estados membros são também do seu interesse. É neste sentido que a priorização da agricultura biológica e o conceito Greening surge em força nas novidades da proposta de reforma da PAC e que passam pela:

  • a introdução do conceito Greening;
  • reconhecimento da agricultura Biológica;
  • apoio aos pequenos agricultores;
  • apoio ao aconselhamento técnico;
  • promoção de novas de formas de relação e cooperação com os mercados;
  • incentivos à instalação de novos agricultores.

A ideia do Greening é apoiar financeiramente as práticas e actividades que respeitem e promovam o ambiente – como é o caso da agricultura biológica.

Este terá sido, precisamente, um dos aspectos mais polémicos da nova PAC, tendo-se mantido as três medidas centrais (diversificação de culturas, pastagens permanentes e superfícies de interesse ecológico), mas com maior flexibilidade de forma a ter em conta a dimensão das explorações agrícolas.

Novas regras da PAC para a agricultura biológica

As novas regras da UE para a etiquetagem de produtos alimentares biológicos, em vigor desde 1 de Julho, vão de encontro a essas necessidades de ecologização ou Greening.

Igualmente, além de fixarem as condições relativas ao meio de produção aquícola e à separação das unidades biológicas e não biológicas, especificando as condições de bem-estar dos animais (incluindo as densidades de animais máximas, que constituem um indicador mensurável do bem-estar), as novas diretivas da UE proíbem a indução da reprodução por hormonas artificiais.

Ao mesmo tempo, é também obrigatório que os alimentos biológicos pré-embalados, que tenham sido produzidos em qualquer um dos Estados-Membros, incluam um logótipo específico, designado por Eurofolha.

Ainda assim, o sector da agricultura biológica tem um longo caminho a percorrer e as opiniões dos 27 Estados-membros não são, unânimes quanto à matéria: se há quem apoie a PAC e as ajudas aos agricultores – apoios que representam quase metade do orçamento anual da UE -, há também quem defenda a canalização desses fundos para outros sectores, como a energia e a inovação.

A ver vamos!

Arquivado em:Agricultura Marcados com:agricultura biológica, ecologização, Greening, nova reforma da PAC, PAC, UE, União Europeia

Guerra de Sanções: A Putinice e os Excedentes de Maçãs

15 de Março, 2019 by António Sousa Deixe um comentário

 

Sociedade polaca dá a contra-resposta a Putin com… maçãs!

A maçã como símbolo de protesto

A guerra de sanções entre a Rússia e a União Europeia gerou um símbolo inesperado: a maçã. Este fruto tornou-se um ícone dos excedentes agrícolas que não encontram mercado desde que a Rússia impôs um embargo aos produtos alimentares europeus. Na Polónia, comer maçãs transformou-se num ato de protesto contra as políticas de Vladimir Putin. Este movimento não só promove a solidariedade com os agricultores locais, mas também sublinha a importância da produção agrícola no país.

Ação de solidariedade e slogans

A sociedade polaca respondeu ao embargo russo com uma campanha de solidariedade que envolve toda a população. Um dos slogans mais populares é “Dá uma dentada no embargo!”, que incentiva o consumo de maçãs para apoiar os produtores locais. Tomasz Budziszewski, um dos promotores da campanha, afirma: “Esta é uma ação de solidariedade que nos envolve a todos porque temos de aumentar o consumo de maçãs para ajudar os nossos produtores.”

Outros slogans e iniciativas incluem:

  • “Comam maçãs! É o vosso dever patriótico!”
  • Receitas tradicionais e inovadoras que utilizam maçãs
  • Eventos comunitários focados na degustação e venda de maçãs

Impacto econômico nos produtores polacos

O embargo russo teve um impacto significativo na economia agrícola da Polónia. Miroslaw Maliszewski, da Associação de Fruticultores Polacos, explica que “os produtores de maçãs e legumes na Polónia vão perder, este ano, mais de 400 milhões de euros por causa do embargo russo.” A União Europeia oferece 125 milhões de euros em compensações, mas este valor está longe de cobrir todas as perdas.

As consequências econômicas incluem:

  1. Redução da renda para os agricultores
  2. Desemprego entre os trabalhadores sazonais
  3. Necessidade de destruir parte da colheita ou doá-la a instituições de caridade

Para mitigar os efeitos do embargo, algumas medidas estão a ser implementadas, como transformar as maçãs menores em sumo e procurar novos mercados na Europa, Ásia e África. No entanto, o desafio de encontrar soluções criativas para salvar a produção local persiste.

A resposta polaca ao embargo russo demonstra a resiliência e a solidariedade de uma sociedade que se une em tempos de crise, utilizando a maçã como um poderoso símbolo de resistência e apoio mútuo.

 

 

Embargo Russo começou em Agosto depois das sanções da UE face às ingerências russas no conflito ucraniano

Motivações do embargo russo

O embargo russo foi implementado em agosto como uma retaliação direta às sanções impostas pela União Europeia. Estas sanções visavam setores estratégicos da economia russa, como a banca e o setor militar, em resposta às alegações de ingerência russa no conflito ucraniano. A decisão de Moscovo de proibir a importação de produtos alimentares europeus, incluindo frutas e legumes, foi uma tentativa de pressionar a UE a reconsiderar as suas medidas.

Impacto na Polónia e na tradição da colheita da maçã

A Polónia, um dos maiores produtores de maçãs da Europa, foi particularmente afetada pelo embargo. A colheita da maçã é uma tradição secular no país, e a proibição russa criou um excedente significativo de produção. Este bloqueio comercial não só ameaçou a economia agrícola polaca, mas também colocou em risco uma tradição cultural profundamente enraizada.

Consequências econômicas para os trabalhadores

Os trabalhadores agrícolas polacos foram duramente atingidos pelas consequências do embargo. Muitos produtores enfrentaram a difícil escolha entre destruir parte da colheita ou doá-la a instituições de caridade. As exportações europeias para a Rússia, que ultrapassaram mil milhões de euros no ano anterior, sofreram um golpe severo. Como lamentam os trabalhadores da apanha da maçã:

“Não é o Putin, nem os outros políticos, que vão sofrer com o embargo. São pessoas como nós, que trabalham no campo, que produzem e recolhem.”

Medidas para minimizar os efeitos do embargo

Para mitigar os efeitos do embargo, várias medidas foram implementadas:

  1. Transformação das maçãs menores em sumo.
  2. Aumento do consumo interno de maçãs através de campanhas de solidariedade.
  3. Compensações financeiras da União Europeia, embora insuficientes para cobrir todas as perdas.

Exploração de novos mercados

A busca por novos mercados tornou-se uma prioridade para os produtores polacos. Alternativas incluem:

  • Expansão para outros países europeus.
  • Exploração de mercados na Ásia e África.
  • Diversificação dos produtos derivados da maçã para atrair diferentes consumidores.

A adaptação a estas novas realidades é crucial para a sobrevivência dos produtores e para a manutenção da tradição da colheita da maçã na Polónia.

Conclusões

Resumo dos principais impactos do embargo

O embargo russo, iniciado em agosto como retaliação às sanções da União Europeia, teve consequências significativas, especialmente para a Polónia. A colheita da maçã, uma tradição secular no país, foi duramente afetada. Os produtores polacos enfrentam perdas estimadas em mais de 400 milhões de euros. A União Europeia ofereceu 125 milhões de euros em compensações, mas este valor está longe de cobrir todas as perdas. Além disso, os trabalhadores da apanha da maçã, que dependem do rendimento sazonal, encontram-se em situação precária. A produção excedente de maçãs tornou-se um problema logístico e econômico, exigindo soluções criativas para evitar desperdícios.

Medidas de mitigação e alternativas

Para minimizar os efeitos do embargo, várias medidas foram implementadas:

  1. Transformação das maçãs em sumo: Esta medida visa utilizar as maçãs menores e menos comercializáveis, reduzindo os excedentes.
  2. Doação a instituições de caridade: Parte da colheita foi destinada a organizações que apoiam pessoas em situação de vulnerabilidade.
  3. Exploração de novos mercados: Os produtores estão a procurar alternativas na Europa, Ásia e África para escoar a produção que antes era destinada à Rússia.

Estas ações, embora úteis, não resolvem completamente o problema. A procura por novos mercados é um desafio constante, e a transformação das maçãs em sumo não absorve toda a produção excedente.

Tabela de prós e contras das ações tomadas

Ação Prós Contras
Transformação em sumo Reduz os excedentes Não absorve toda a produção
Doação a instituições de caridade Ajuda pessoas vulneráveis Não gera rendimento para os produtores
Exploração de novos mercados Potencial de novos clientes Desafios logísticos e de negociação

Em resumo, o embargo russo trouxe desafios significativos para os produtores de maçãs na Polónia. As medidas de mitigação implementadas ajudam a reduzir os impactos, mas não resolvem completamente o problema. A busca por novos mercados e soluções criativas continua a ser essencial para garantir a sustentabilidade da produção agrícola polaca.

Imagem sugerida: Uma imagem de trabalhadores agrícolas polacos a colher maçãs, destacando o esforço e a dedicação envolvidos na produção de maçãs na Polónia.

Perguntas Frequentes

Por que a maçã se tornou um símbolo de protesto na Polónia?

A maçã tornou-se um símbolo de protesto na Polónia devido ao embargo russo que afetou a exportação de produtos agrícolas europeus. Comer maçãs é uma forma de apoiar os agricultores locais e protestar contra as políticas de Vladimir Putin.

Qual foi o impacto econômico do embargo russo nos produtores de maçãs polacos?

O embargo russo causou perdas significativas para os produtores de maçãs na Polónia, estimadas em mais de 400 milhões de euros. A União Europeia ofereceu 125 milhões de euros em compensações, mas este valor não cobre todas as perdas.

Quais são algumas das medidas implementadas para mitigar os efeitos do embargo?

Para mitigar os efeitos do embargo, foram implementadas medidas como a transformação das maçãs menores em sumo, doação de parte da colheita a instituições de caridade e a exploração de novos mercados na Europa, Ásia e África.

Como a sociedade polaca está a apoiar os produtores de maçãs?

A sociedade polaca está a apoiar os produtores de maçãs através de campanhas de solidariedade que incentivam o consumo de maçãs. Slogans como “Dá uma dentada no embargo!” promovem a compra e o consumo de maçãs para ajudar os agricultores locais.

Quais são os desafios enfrentados pelos produtores de maçãs na busca por novos mercados?

Os desafios enfrentados pelos produtores de maçãs na busca por novos mercados incluem dificuldades logísticas, negociações complexas e a necessidade de adaptar os produtos às preferências dos consumidores em diferentes regiões.

O que acontece com as maçãs que não podem ser vendidas?

As maçãs que não podem ser vendidas são transformadas em sumo ou doadas a instituições de caridade. Estas medidas ajudam a reduzir os excedentes e a evitar desperdícios.

Qual é a importância da colheita da maçã na tradição polaca?

A colheita da maçã é uma tradição secular na Polónia, profundamente enraizada na cultura e na economia agrícola do país. O embargo russo ameaçou esta tradição, criando um excedente significativo de produção.

Como a União Europeia está a apoiar os produtores de maçãs afetados pelo embargo?

A União Europeia ofereceu 125 milhões de euros em compensações aos produtores de maçãs afetados pelo embargo russo. No entanto, este valor não cobre todas as perdas, e os produtores continuam a enfrentar desafios econômicos.

Quais são os benefícios e desvantagens das medidas de mitigação implementadas?

As medidas de mitigação, como a transformação das maçãs em sumo e a doação a instituições de caridade, ajudam a reduzir os excedentes e a apoiar pessoas vulneráveis. No entanto, estas ações não geram rendimento suficiente para os produtores e não absorvem toda a produção excedente.

Como a campanha de solidariedade “Dá uma dentada no embargo!” está a impactar a sociedade polaca?

A campanha de solidariedade “Dá uma dentada no embargo!” está a unir a sociedade polaca em apoio aos agricultores locais. Incentiva o consumo de maçãs, promove a solidariedade e sublinha a importância da produção agrícola no país.

Arquivado em:Agricultura Marcados com:embargo russo, excedentes alimentares, guerra de sanções, maçãs, Polónia, protestos, Rússia, UE

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