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Terra Animal

Blog Vertical dedicado a Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca

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Banana da Madeira: Origem Nobre, Nutrição e Sabor

20 de Julho, 2019 by olinda de freitas 1 comentário

A banana da Madeira é um fruto imensamente rico em nutrientes e a sua produção está classificada, pela União Europeia, pela sua origem em região ultraperiférica. Sabia disto?

Mas o que são as regiões ultraperiféricas?

Igualmente conhecidas por RUP, as Regiões Ultraperiféricas da União Europeia são territórios que ficam, pela sua geografia, localizados fora do continente europeu apesar de serem parte integrante dos países da União Europeia a que pertencem: é o caso da Madeira.

Existem classificadas, no entanto, mais oito regiões ultraperiféricas: no Oceano Atlântico, no Oceano Índico, no Mar das Caraíbas e na Selva Amazónica. Ora veja exactamente onde estão situadas:

  • Madeira (Portugal);
  • Açores (Portugal);
  • Ilhas Canárias (Espanha);
  • Reunião (França);
  • Martinica (França);
  • Guadalupe (França);
  • Mayotte (França);
  • Saint-Martin (França);
  • Guiana (França).

As regiões ultraperiféricas são reconhecidas como regiões-oportunidade e conferem o selo de certificação a alguns produtos agrícolas como garantia de qualidade. Esta promoção existe desde 2006 e terá sido o início do avanço na valorização da tipologia destes territórios.

No caso em questão é a banana da Madeira!

Onde nasce a banana da Madeira?

A banana da madeira nasce e cresce na pérola do Atlântico, a Ilha da Madeira, dona de um dos mais antigos patrimónios naturais. saiba que a nossa Ilha tem mais de 20 milhões de anos de história. E nem só de banana da Madeira é valorizada: a Floresta Laurissilva, reconhecida pela UNESCO em 1999 como Património Mundial Natural, é um dos elementos mais notáveis do Parque Natural da Madeira.

A banana da Madeira tem um berço naturalmente feliz!

A pequena Ilha constitui o cenário perfeito para este fruto saboroso que é a banana da madeira: fundo verdejante, temperaturas amenas ao longo do ano e uma gastronomia única: tudo a convergir para o seu sabor característico.

Mas afinal o que é que a banana da Madeira tem?

  • Banana da Madeiraferro para o sangue;
  • cálcio para os ossos;
  • potássio para os músculos;
  • fósforo para os dentes;
  • fibras, vitaminas e açúcares naturais.

A banana da Madeira tem tudo – e só não tem comparação para o seu sabor docinho e intenso!

Altamente energética, a banana da Madeira é muito consumida por atletas de alta competição: é rica em sacarose, glicose, frutose, fibras, potássio, magnésio e várias vitaminas dos agrupamentos A, B e em vitamina C.

Está mesmo a pensar comer uma por dia e no bem que lhe faria, certo?

As Panquecas de banana da Madeira

Anote, por favor, o que vai precisar:

  • 1 chávena de farinha;
  • 1 colher de sopa de açúcar;
  • 1 colher de chá de fermento;
  • ⅔ de chávena de leite;
  • 1 banana da Madeira pequena madura;
  • sal;
  • manteiga para barra;
  • banana da Madeira caramelizada;
  • 2 bananas da Madeira pequenas maduras;
  • 1 colher de chá de manteiga;
  • ⅓ chávena de açúcar;
  • canela em pó.

Como preparar?

Vai esmagar a banana da Madeira com um garfo e misturá-la com o leite. depois, adicione a farinha ao açúcar e ao fermento e atire com uma pitada de sal. Na fase seguinte, vai juntar o leite à banana da Madeira e à farinha e envolva bem.

A massa está muito grossa? faça assim, junte um pouco mais de leite. Depois, barre uma frigideira com um pouco de manteiga e aqueça-a bem. Agora vai colocar uma colherada de massa na frigideira e deixar ficar douradinha e virar.

Quando acabar toda a massa faça a banana da Madeira caramelizada. Não sabe? É assim, derreta a manteiga e junte o açúcar e canela a gosto. Quando o açúcar estiver derretido, vai juntar a banana da Madeira em rodelas e deixar cozinhar entre um a dois minutos.

E já está! Só falta mesmo barrar a banana da Madeira caramelizada por cima das panquecas e…ter um grande momento de prazer!

A banana da madeira é um fruto valorizado na União europeia. Além da sua riqueza nutricional, serve como ingrediente para doçaria típica apetitosa. Não deixe de consumi-la!

Arquivado em:Agricultura Marcados com:Banana da Madeira, Madeira, panquecas de banana da madeira, regiões ultraperiféricas, União Europeia

Agricultura biológica – o destaque da PAC

16 de Julho, 2019 by olinda de freitas 1 comentário

Agricultura biológica em Portugal

Portugal tem condições excelentes, e únicas, para o desenvolvimento da Agricultura Biológica (que consiste num sistema de produção que exclui o uso de produtos químicos sintéticos): produtos transformados, horto-fruticultura, plantas aromáticas e medicinais, vinho biológico, azeite, frutos secos (por exemplo pinhão) e carne no sistema agro-silvo-pastoril (montado e azinhal).

E na União Europeia?

A agricultura biológica é um tópico cada vez mais debatido na União Europeia (UE) pela sua crescente procura e, por isso, não pôde passar ao lado da reforma da Política Agrícola Comum (PAC) pós 2013. De acordo com a Euronews, a superfície cultivada de forma biológica em território europeu tem vindo a crescer muito e este rápido crescimento é estimulado por uma procura constante. A Áustria é o país europeu com a maior superfície ocupada pela produção biológica – mas é a Espanha que lidera em termos de volume de produção biológica. Por outro lado, Portugal continua a figurar entre os países europeus que menos recebe por agricultor.

A introdução do conceito Greening na PAC

Também os consumidores estão mais conscientes dos produtos que compram, preferindo os da agricultura biológica – assim como também possuem uma consciência crescente de que os assuntos políticos referentes à agricultura comum aos estados membros são também do seu interesse. É neste sentido que a priorização da agricultura biológica e o conceito Greening surge em força nas novidades da proposta de reforma da PAC e que passam pela:

  • a introdução do conceito Greening;
  • reconhecimento da agricultura Biológica;
  • apoio aos pequenos agricultores;
  • apoio ao aconselhamento técnico;
  • promoção de novas de formas de relação e cooperação com os mercados;
  • incentivos à instalação de novos agricultores.

A ideia do Greening é apoiar financeiramente as práticas e actividades que respeitem e promovam o ambiente – como é o caso da agricultura biológica.

Este terá sido, precisamente, um dos aspectos mais polémicos da nova PAC, tendo-se mantido as três medidas centrais (diversificação de culturas, pastagens permanentes e superfícies de interesse ecológico), mas com maior flexibilidade de forma a ter em conta a dimensão das explorações agrícolas.

Novas regras da PAC para a agricultura biológica

As novas regras da UE para a etiquetagem de produtos alimentares biológicos, em vigor desde 1 de Julho, vão de encontro a essas necessidades de ecologização ou Greening.

Igualmente, além de fixarem as condições relativas ao meio de produção aquícola e à separação das unidades biológicas e não biológicas, especificando as condições de bem-estar dos animais (incluindo as densidades de animais máximas, que constituem um indicador mensurável do bem-estar), as novas diretivas da UE proíbem a indução da reprodução por hormonas artificiais.

Ao mesmo tempo, é também obrigatório que os alimentos biológicos pré-embalados, que tenham sido produzidos em qualquer um dos Estados-Membros, incluam um logótipo específico, designado por Eurofolha.

Ainda assim, o sector da agricultura biológica tem um longo caminho a percorrer e as opiniões dos 27 Estados-membros não são, unânimes quanto à matéria: se há quem apoie a PAC e as ajudas aos agricultores – apoios que representam quase metade do orçamento anual da UE -, há também quem defenda a canalização desses fundos para outros sectores, como a energia e a inovação.

A ver vamos!

Arquivado em:Agricultura Marcados com:agricultura biológica, ecologização, Greening, nova reforma da PAC, PAC, UE, União Europeia

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