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Terra Animal

Blog Vertical dedicado a Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca

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Tipos de produtos ecológicos – proveniências

7 de Junho, 2019 by olinda de freitas Deixe um comentário

De onde vêm os produtos ecológicos?

Têm, os produtos ecológicos, uma diversidade quanto à proveniência: são todos aqueles que podem ser produzidos a partir de matéria-primas de origem biológica e com aditivos químicos mínimos e que garantem, com toda a certeza, um impacte ambiental muito mais reduzido.

Agricultura Biológica

Os produtos ecológicos alimentares, provenientes da agricultura biológica, são uma garantia de saúde para o consumidor por terem um baixo valor de nitratos, um maior teor de vitamina C e uma maior percentagem de matéria seca (alimentos com menos água e com mais sabor).

Ao não serem utilizados adubos artificiais potencia-se a fertilização dos solos, a preservação da qualidade da água, a biodiversidade, a redução do consumo de energia e a produção de alimentos não tóxicos carregados de nutrientes.

Exploração pecuária biológica

Optar por produtos ecológicos pecuários cujos métodos de produção têm em consideração as necessidades fisiológicas dos animais, assim como os princípios éticos, mantendo-os com boa saúde com o mínimo recurso ao veterinário e a substâncias antibióticas, anabolizantes e antiparasitárias químicos é uma excelente solução.

Papel reciclado

Comprar o produto biológico que é o papel reciclado para além de promover o aproveitamento dos resíduos urbanos é a forma verde de acabar com o abate desregrado de árvores: por cada tonelada de papel reciclado evita-se o abate de quinze árvores.

Calçado ecológico

Estes produtos são fruto de um aproveitamento de matérias primas já utilizadas noutros fins – por exemplo alimentares. A indústria de curtumes é, por isso, uma das grandes impulsionadoras do aproveitamento e valorização da pele como subproduto da indústria da carne.

Detergentes biodegradáveis

A legislação impõe regras a estes meninos detergentes que usualmente são fabricados com componentes petroquímicos, sulfatos e fosfatos, entre outros. O objectivo é haver investimento no desenvolvimento da química suave baseada em ingredientes de proveniência natural de matérias primas renováveis como o coco, cana de açúcar, limão ou especiarias. E se quer ajudar opte sempre por detergentes concentrados, já que a quantidade necessária de produto é menor e a embalagem mais pequena.

Pilhas ecológicas

Sempre prejudiciais ao ambiente, por aterrarem no aterro, podem ser um pouco menos poluidoras se lhes for retirado o mercúrio e o cádmio. Se quer ajudar, compre pilhas recarregáveis (uma destas equivale ao consumo de mil das outras).

Fotocopiadoras verdes

Este produto ecológico funciona assim com amizade pelo ambiente: adaptação de filtros para as poeiras resultantes das altas temperaturas praticadas; cumprimento da legislação relativamente aos decibéis para inibirem altos níveis de ruído; colocação de filtros para redução dos níveis de emissão de ozono – transformam o gás em CO2 e este em O2; recolha de embalagens e toners para destruição e reciclagem.

Máquinas verdes

Tanto na aquisição como na utilização de electrodomésticos já é possível fazerem-se boas escolhas e optar-se sempre pelo produto mais ecológico e que permite uma redução no consumo de energia.

Lâmpadas de baixo consumo

Este produto ecológico conhece bem: é aquele que demora a aquecer mas dura oito vezes mais do que a normal. Há, portanto, uma grande redução de lixo, mais luz e menos consumo.

Chuveiros de baixo consumo

Reduzir a água em cerca de 50% é uma óptima notícia deste produto ecológico, não lhe parece?

Combustíveis sem chumbo

O catalisador foi a solução mais arrojada para diminuir os malefícios do chumbo – e assim surgiu a gasolina sem chumbo que reduz em cerca de 90% a emissão das substâncias maléficas para o meio ambiente. Mas se quer mesmo, mesmo, ajudar: ande a pé. E com calçado ecológico.

Veículos eléctricos e gás natural

O produto ecológico que é o carro que anda a bateria e o que se move a gás natural recomenda-se por todos os motivos e mais algum – mais um do que outro, claro. É que também a electricidade constitui uma ameaça pela modificação ambiente e aos ecossistemas pela construção de barragens e outras infraestruturas.

Pneus recauchutados

As vantagens deste produto ecológico são muitas: evitam a proliferação de cemitérios de borracha e do volume de resíduos nas lixeiras industriais; com o aumento da durabilidade dos pneus e redução do preço, ganha o consumidor.

Óleos valorizados

A recuperação de óleos usados pela indústria permite filtrar os produtos tóxicos e retirar-lhes os metais e o alcatrão – esta é uma forma de valorização. A outra é a regeneração, processo que devolve aos óleos usados as suas qualidades iniciais permitindo a reutilização com maior resistência às altas temperaturas e com menos facilidade de carbonização.

Tintas e outros produtos de revestimento

Tudo nas tintas polui: o grande consumo energético com geração de grandes quantidades tóxicas – desde a produção até ao destino das embalagens e aos resíduos do produto após utilização. Substituir os principais componentes venenosos é o grande objectivo para serem consideradas produto ecológico. No caso das resinas, a substituição dos solventes tóxicos por água é a meta.

Nestes, e em outros casos como tintas decorativas e esmaltes e vernizes a ideia é sempre eliminar e substituir, ou pelo menos reduzir, os componentes altamente nocivos.

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A importância de escolher os cães de caça adequados

5 de Junho, 2019 by Diogo Pinheiro Deixe um comentário

Desde a antiguidade que os homens se dedicam à caça. Anteriormente uma necessidade, a caça hoje em dia é encarada como um desporto, uma tradição até. Para uma boa caçada há pontos importantes a considerar como a arma e o local, mas não nos devemos esquecer dos cães de caça. Por vezes o que dita uma boa ou má caçada não é a arma nem a perícia do caçador, mas sim qual o cão de caça escolhido.

Os cães têm em si latente o instinto de caça, mas anos de evolução e “condicionamento” do seu comportamento tornaram o cão no animal doméstico que todos conhecemos. No entanto, se treinados eles podem tornar-se em excelentes elementos numa caçada.

O cão é usado na caça desde os tempos antigos. Terão sido os egípcios os primeiros a usarem o fiel companheiro na caça à gazela. Desde aí foram-se aperfeiçoando as técnicas de caça e o treino do cão de caça.

As principais categorias de cães de caça são os Hounds, os Terriers e os Perdigueiros. No entanto, é preciso ter em atenção que cada raça tem as suas características que devem ser empregues na caça de acordo com objectivos específicos. O cão de caça pode ser usado para localizar, espantar a caça, perseguir, matar a caça ou trazê-la, simplesmente. Por isso é importante ter em atenção qual o cão de caça adequado de acordo com aquilo que o caçador pretende.

Cães como os Hounds são cães de caça pura e dura. Normalmente são usados para perseguir e até para matar. Dentro dos Hounds temos os chamados “galgos” extremamente velozes e certeiros na localização da caça através da visão. Já os “sabujos”, os Basset Hound, são mais pequenos e fazem valer o seu faro apurado. O seu faro é, aliás, considerado o mais apurado de entre todos os cães.

Os Terriers têm algumas semelhanças de comportamento com os Hounds, no sentido de também serem usados para capturar a caça. No entanto, os terriers apenas caçam mamíferos e não perseguem, localizam a toca da presa.

Se a missão for recolher a caça, os labradores são excelentes opções. Extremamente inteligentes e fiéis ao dono, os labradores são capazes de “decorar” os vários sítios onde a caça (os pássaros, por exemplo) cai e ir buscá-la uma por uma até ao dono.

Outros cães, como os perdigueiros, funcionam como verdadeiros “spotters”. Estes cães são usados para localizar, esperar para controlar a situação até o caçador chegar para depois “apontar” a caça. Alguns, ainda espantam a caça por forma a torná-la um alvo fácil para os caçadores dispararem.

De facto, como qualquer caçador certamente saberá a escolha do cão para ir à caça é mais que uma questão de gosto, sendo necessário adequar as características do seu fiel amigo ao tipo de caçada que pretende fazer.

Fonte da imagem

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Agricultura biológica: vantagens e mais vantagens

5 de Junho, 2019 by olinda de freitas Deixe um comentário

Só vantagens,

Na agricultura Biológica: além de ser um modo de produção que visa produzir alimentos e fibras têxteis de elevada qualidade, saudáveis – ao mesmo tempo promove práticas sustentáveis e de impacto positivo no ecossistema agrícola. Igualmente, através do uso adequado de métodos preventivos e culturais, tais como as rotações, os adubos verdes, a compostagem, as consociações e a instalação de sebes vivas, entre outros, fomenta a melhoria da fertilidade do solo e a biodiversidade.

Agricultura biológica: o menos é mais

Em agricultura Biológica, não se recorre à aplicação de pesticidas nem adubos químicos de síntese, nem ao uso de organismos geneticamente modificados. Desta forma, garante-se o direito à escolha do consumidor e é salvaguardada a saúde do consumidor, ao evitar resíduos químicos nos alimentos. Fica igualmente salvaguardada a saúde dos produtores, que evitam o contacto com químicos nocivos, e preserva-se o ambiente da contaminação de poluentes – cuja actual carga sobre os solos e as águas é, em grande parte, da responsabilidade de sistemas intensivos de agropecuária.

Veja bem

  • os alimentos provenientes de agricultura biológica são cultivados em solos equilibrados e por isso mais ricos em vitaminas, sais minerais, proteínas e glúcidos: uma alimentação rica e saudável;
  • em solos regenerados e fertilizados com matéria orgânica, as plantas crescem saudáveis e desenvolvem o seu verdadeiro aroma, a sua cor e sabor autênticos: o verdadeiro gosto dos alimentos;
  • não são aplicados adubos químicos, nem se pulverizam as plantas com pesticidas de síntese: mais saúde;
  • o solo é a base de toda a cadeia alimentar e a principal preocupação da agricultura biológica: mais matéria orgânica;
  • com a utilização de adubos naturais, a agricultura biológica garante a preservação da água que bebemos: mais pureza;
  • perpetuação da diversidade das sementes e as variedades locais com grande valor nutritivo e cultural: mais e maior biodiversidade global dos ecossistemas agrícolas;
  • os produtores biológicos seguem um caderno de normas rigoroso, verificado por organismos de controlo e certificação, segundo a legislação europeia de Agricultura Biológica: mais qualidade;
  • o respeito pelo equilíbrio da natureza entre a agricultura e floresta -as rotações e consociações de culturas permitem preservar um espaço rural para nós, os nossos filhos e netos: mais ruralidade;
  • permite revitalizar os meios rurais e restituir ao agricultor o seu papel de guardião da paisagem, dos ecossistemas agrícolas e primeiro garante da saúde humana: mais dignidade;
  • oferece aos jovens de hoje, decisores de amanhã, um modelo de desenvolvimento sustentável do planeta: mais educação;
  • cria oportunidades de emprego permanente e gratificante devido às práticas ecológicas e à dimensão das explorações agrícolas: mais emprego;
  • dispensa do uso de todos os produtos poluentes do ecossistema: mais futuro.

A produção animal biológica

A produção animal biológica pauta-se por normas de ética e respeito pelo bem-estar animal: pratica-se uma alimentação adequada à sua fisiologia e facultam-se condições ambientais que permitem aos animais expressar os seus comportamentos naturais, não havendo recurso ao uso de hormonas nem antibióticos como promotores de crescimento.

Saúde, razões ambientais, incentivo à produção nacional de qualidade: são mais do que muitas as razões para consumir alimentos de agricultura biológica.

Arquivado em:Caça Marcados com:agricultura biológica, asininos, biodiversidade, bovinos, búfalos, consumidores, equinos, plantas aromáticas, produção, produtores, saúde, vantagens

As formigas e a agricultura: Como podem afetar a agricultura

30 de Dezembro, 2018 by Diana Lopes Deixe um comentário

As formigas podem ser um verdadeiro problema na agricultura e também na sua horta de quintal ou varanda. A verdade é que estas podem ser uma verdadeira praga que dá bastantes dores de cabeça. No entanto, não precisa de desesperar pois existem métodos bastante eficazes para o combate das formigas.

As formigas e agricultura

As formigas são insetos com cerca de 30 espécies diferentes que podem causar danos. As formigas são agentes importantes na decomposição de substâncias orgânicas, acelerando o processo bastante benéfico da reciclagem de nutrientes do solo.

Na agricultura, podem-se alimentar de outras pragas agrícolas, no entanto, algumas espécies de formigas podem ser bastante prejudiciais na agricultura, dado que algumas espécies se alimentam de sementes germinadas e desfolham certas plantas.

Quando estas espécies atacam a agricultura podem causar sérios danos, uma vez que ao se alimentarem de sementes germinadas poderão dar bastante prejuízo. Além disso, só é visível o seu estrago ao fim de algum tempo quando as sementes não rompem o solo. Daí que as formigas podem afetar bastante o sucesso das culturas.

As formigas na jardinagem

As formigas ao desfolharem certas plantas podem causar bastantes estragos em jardins, além disso, no caso da produção de flores, a infestação destes insetos pode ser um grave problema, pois ao destruírem as flores ou a danificá-las estarão a diminuir o seu valor comercial.

No caso de possuir um jardim relvado, as formigas podem constituir um problema caso construam formigueiros de grandes dimensões por baixo do relvado, mudando a aparência do mesmo.

Armas de combate às formigas na agricultura

No caso das formigas terem infestado as suas plantações, horta ou jardim, poderá usar formicida em pó seco, que poderá ser aplicado diretamente no formigueiro, através de bombas que injetam o produto diretamente nas colunas da colónia.

Pode ainda injetar fumo diretamente no formigueiro, matando as formigas por asfixia ou fazendo com que estas venham à superfície e ai utilizar formicida.

É importante também ter em conta que certas plantas afastam as formigas, daí que pode planta-las na sua horta de forma a afastar as formigas ou colocar algumas plantas secas espalhadas no seu jardim. As plantas que repelem as formigas são o cravo da Índia, o louro, principalmente a folha e a casca de tangerina.

Estas plantas possuem óleos essenciais cujo cheiro é desagradável para as formigas fazendo com que estas se afastem. Não se esqueça que se usar estas plantas espalhadas pelo seu jardim as deve trocar periodicamente, para que o cheiro permaneça ativo.

É importante também ter em conta que a maioria das vezes as formigas visíveis constituem apenas 30% da população total, sendo fundamental encontrar o ninho e atuar diretamente nele com pesticida. As restantes poderá optar pelas dicas anteriores ou usar pesticidas presentes no mercado que atuam também nas formigas, eliminando-as.

Mas não se esqueça que esta é uma guerra que pode voltar.

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Sistemas de irrigação: Que tipos existem e quais as diferenças

8 de Novembro, 2018 by Diana Lopes 2 Comentários

Já ouviu falar de sistemas de irrigação? Tem um jardim mas não sabe que tipo de sistema de irrigação escolher? Saiba que a irrigação depende essencialmente das necessidades específicas de determinada cultura, por isso o que pretende cultivar determinará o sistema de irrigação que deverá escolher.

Sistemas de irrigação. Que tipos existem?

Existem vários sistemas de irrigação que pode aplicar no seu jardim.  Para saber qual o que melhor se aplica ao seu caso é necessário ter um conhecimento geral de cada um dos sistemas de irrigação e que tipo de culturas pretende cultivar. É importante que as culturas que cultive, mesmo que diferentes se adaptem ao mesmo sistema de irrigação de forma a conseguir ter um jardim bonito.

Sistemas de irrigação por mangueira

Adequado a jardins de dimensões reduzidas e no caso de pretender cultivar espécies com grandes necessidades de água. Aconselha-se a instalar um dispensador no início da mangueira de forma a conseguir ter controlo sobre a intensidade de água que sai para o seu jardim. A grande vantagem de optar por este sistema de irrigação é o facto de ser bastante mais económico que os restantes.

Sistemas de irrigação gota a gota

Ótimo para culturas de flores ou hortaliças, este sistema de irrigação apresenta apenas a desvantagem do elevado custo de implementação. No entanto, de todos os sistemas de irrigação este apresenta a maior eficiência. A água é levada às culturas como o próprio nome indica, por gota a gota através da pressão exercida nos tubos de irrigação.

Sistemas de irrigação por  micro aspersão e aspersão

Sistema de irrigação adequado a culturas do tipo perenes e onde a principal diferença é que os sistemas de irrigação por micro aspersão são mais eficientes que os de aspersão. Este tipo de sistema possibilita uma dispersão homogênea da água em todo o jardim, sendo que deverá ser o sistema escolhido para culturas com necessidades de água semelhantes entre si, mesmo que se tratem de tipos de culturas diferentes. Para além disso, se o seu objetivo é relvar todo o seu jardim, este deverá ser o sistema de irrigação escolhido. Neste tipo de sistemas de irrigação a grande diferença prende-se com o tipo de aspersor escolhido:

Tipos de aspersores para sistemas de irrigação de aspersão e micro aspersão

  • Aspersão do tipo estática. Existe uma base fixa que encaixa na ponta de uma mangueira e a água sai através de pressão. Este tipo de aspersor imita a água que cai da chuva;
  • Aspersão giratória. Este tipo de aspersão possuí um mecanismo semelhante à aspersão estática com a única diferença que abrange uma área muito maior. Se tem um jardim de grandes dimensões, deverá optar por este tipo de aspersor;
  • Aspersão oscilante. Este tipo de aspersão é a mais versátil quando comparada com os outros tipos de aspersores. Neste caso, o fluxo de água provoca a movimentação de um dispositivo onde a água é espalhada em meia lua.

Não se esqueça: Na irrigação, as culturas são o mais importante!

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