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Terra Animal

Blog Vertical dedicado a Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca

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Produção de Beterraba Sacarina, a Doçura dos Açores

9 de Julho, 2019 by olinda de freitas 1 comentário

A produção de beterraba sacarina para fins industriais é uma actividade importante nos Açores. No entanto é apenas uma produção feita, pelo menos há um século, na ilha de S. Miguel.

Em que ambiente se dá a produção de beterraba sacarina?

A produção de beterraba sacarina é feita em áreas e declives especiais: em altitude até 300 metros e com declives inferiores a 7%. No que concerne aos solos, as correcções acontecem amiúde pela tendência em acidificarem-se nos seguintes tipos de solos em rotatividade de cultura:

  • solos de boa qualidade (SB);
  • solos ácidos (SA);
  • solos ácidos com correcção (SACC).

Saiba que a produtividade da produção de beterraba sacarina é bastante variável, oscilando entre as 20 e as 90 toneladas por hectare.

Nos Açores, a empresa que transforma a produção de beterraba sacarina em açúcar é a Sociedade de Industrias Agrícolas dos Açores (SINAGA) cuja maior fatia da produção final é para consumo da região, cerca de 75%. E o restante? O restante é para exportar.

Factores competitivos da produção de beterraba sacarina

Os factores que determinam a produção, a transformação e a comercialização da beterraba sacarina nos Açores dependem:

  • do mercado europeu e mundial do açúcar, a jusante;
  • dos usos alternativos do solo agrícola aptos para a cultura da beterraba sacarina, a montante.

A produção de beterraba sacarina, em termos de tecnologia, envolve a escolha da rotação, a preparação da sementeira, a escolha da variedade, a fertilização, o controle de pragas e infestantes e a colheita. São utilizadas as mais diversas práticas culturais que transformam solos de textura pesada em mobilizações profundas. E têm sucesso!

Condicionalismos como o clima, condições do solo, práticas culturais e exigências de sementeira e de colheita são os que determinam a escolha das sementes mais adequadas à produção de beterraba sacarina perante tanta variedade.

E sabe qual é a operação cultural mais importante na produção de beterraba sacarina? Pois não sabe, nem eu sabia, é precisamente a sementeira. É da sementeira que depende o desenvolvimento inicial das plantas, que se quer rápido e simultâneo. O grande objectivo é que as plantas adquiram um tamanho uniforme e com boa saúde.

Importante mesmo é ter a noção de que são vários os métodos que podem ser usados na sementeira de produção de beterraba sacarina. No entanto, qualquer um deles tem a pretensão de conseguir a optimização da relação do número de plantas pela produção de açúcar por hectare.

Reveste-se igualmente de importância a adubação foliar, pois permite fornecer nutrientes à planta em diferentes situações:

  • quando o teor foliar de um determinado nutriente é baixo mesmo estando presente no solo em abundância;
  • para evitar a lexíviação de nutrientes com a consequente contaminação dos lençóis freáticos;
  • para ultrapassar o problema da reduzida mobilidade de alguns elementos, como boro, no interior da planta;
  • para uma melhor resposta à adubação quando o pH do solo não é o ideal;
  • para fornecer nutrientes, como complemento da absorção radicular da planta;
  • para estimular a absorção radicular da planta.

Saiba mais sobre esta cultura a desenvolver em Portugal.

Arquivado em:Agricultura Marcados com:açores, agricultura, beterraba sacarina, produção de beterraba sacarina, sementeira, solos

Safra do Atum nos Açores Desce 50%…Mas… É Bonito!

6 de Janeiro, 2019 by olinda de freitas Deixe um comentário

Este ano verifica-se, no que concerne à safra do atum nos Açores, uma quebra de metade das capturas relativamente ao ano anterior. Refira-se que a safra do atum é decisiva para o volume de pescado na região de acordo com o site Obervador, apesar da realidade de os anos na pesca se pautar pela atipicidade.

2013, um ano em que a frota açoriana capturou 4400 toneladas enquanto este ano este valor caiu para as 2.200 toneladas…

No ano passado, a esta altura, a frota açoriana capturou 4400 toneladas enquanto este ano este valor caiu para as 2.200 toneladas: uma verdadeira catástrofe para a economia do sector. Uma das espécies de atum com mais peso, o bonito que dá alguma esperança de descanso aos pescadores durante o Inverno na safra do atum, teve apenas uma captura de 663 toneladas. Para se ter bem a ideia, em 2013 o valor foi de duas mil.

É preciso perceber que não são apenas os pescadores associados aos atuneiros que vão para a pesca do atum. Também as embarcações locais e costeiras, praticantes de vários tipos de pescaria, vão pescar o bonito na costa. Em boa verdade “A pesca do atum é uma mais-valia para todos os armadores e pescadores que desenvolvem esta actividade no Pico, São Miguel, Santa Maria e Flores”.

Talvez o grande problema da safra do atum deste ano tenha sido o facto de que o atum, como uma espécie migratória, passou este ano pelas águas açorianas em zonas profundas e menos à superfície – impedindo assim a sua captura e criando á economia do sector um grave problema para o inverno que se aproxima.

Porquê que o atum, em geral, e dos Açores em particular, é uma riqueza: ser bonito

O atum bonito é uma entre muitas variedades de atum apresentando-se, no entanto, algumas delas em vias de extinção. Estão, lamentavelmente, na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) as espécies de atum rabilo, patudo, voador e albacore.

O bonito, a par do atum voador, patudo, albacora e o rabilho passam nas águas dos Açores a caminho do Mediterrâneo. É nesta altura que são capturados pela frota atuneira açoriana contribuindo assim, de forma decisiva, a safra do atum, para o rendimento anual dos pescadores e armadores.

Comer peixe, e gordo como é o atum, é uma recomendação de referência da prática da alimentação saudável. Conciliar de forma sustentável estes dois interesses é uma escolha muito feliz.

Na hora de escolher o peixe, durante as compras, no caso do atum, optar pela variedade bonito ou gaiado, um termo também muito usado, é uma excelente opção. Ademais, o bonito não necessita de proteção porque não está em vias de ser extinto.

Importante mesmo será procurar preferencialmente os exemplares de atum bonito, fresquinho, acabado de chegar dos Açores. Dono de uma carne macia e suculenta possui valores nutricionais benéficos na prevenção de muitas doenças – e insubstituíveis.

Mais sobre a lista vermelha de extinção poderá ser obtida aqui.

Arquivado em:Pesca e Aquicultura Marcados com:açores, mar, pesca, pesca do atum, pesca marítima, safra do atum

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