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Terra Animal

Blog Vertical dedicado a Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca

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Produção de Beterraba Sacarina, a Doçura dos Açores

9 de Julho, 2019 by olinda de freitas 1 comentário

A produção de beterraba sacarina para fins industriais é uma actividade importante nos Açores. No entanto é apenas uma produção feita, pelo menos há um século, na ilha de S. Miguel.

Em que ambiente se dá a produção de beterraba sacarina?

A produção de beterraba sacarina é feita em áreas e declives especiais: em altitude até 300 metros e com declives inferiores a 7%. No que concerne aos solos, as correcções acontecem amiúde pela tendência em acidificarem-se nos seguintes tipos de solos em rotatividade de cultura:

  • solos de boa qualidade (SB);
  • solos ácidos (SA);
  • solos ácidos com correcção (SACC).

Saiba que a produtividade da produção de beterraba sacarina é bastante variável, oscilando entre as 20 e as 90 toneladas por hectare.

Nos Açores, a empresa que transforma a produção de beterraba sacarina em açúcar é a Sociedade de Industrias Agrícolas dos Açores (SINAGA) cuja maior fatia da produção final é para consumo da região, cerca de 75%. E o restante? O restante é para exportar.

Factores competitivos da produção de beterraba sacarina

Os factores que determinam a produção, a transformação e a comercialização da beterraba sacarina nos Açores dependem:

  • do mercado europeu e mundial do açúcar, a jusante;
  • dos usos alternativos do solo agrícola aptos para a cultura da beterraba sacarina, a montante.

A produção de beterraba sacarina, em termos de tecnologia, envolve a escolha da rotação, a preparação da sementeira, a escolha da variedade, a fertilização, o controle de pragas e infestantes e a colheita. São utilizadas as mais diversas práticas culturais que transformam solos de textura pesada em mobilizações profundas. E têm sucesso!

Condicionalismos como o clima, condições do solo, práticas culturais e exigências de sementeira e de colheita são os que determinam a escolha das sementes mais adequadas à produção de beterraba sacarina perante tanta variedade.

E sabe qual é a operação cultural mais importante na produção de beterraba sacarina? Pois não sabe, nem eu sabia, é precisamente a sementeira. É da sementeira que depende o desenvolvimento inicial das plantas, que se quer rápido e simultâneo. O grande objectivo é que as plantas adquiram um tamanho uniforme e com boa saúde.

Importante mesmo é ter a noção de que são vários os métodos que podem ser usados na sementeira de produção de beterraba sacarina. No entanto, qualquer um deles tem a pretensão de conseguir a optimização da relação do número de plantas pela produção de açúcar por hectare.

Reveste-se igualmente de importância a adubação foliar, pois permite fornecer nutrientes à planta em diferentes situações:

  • quando o teor foliar de um determinado nutriente é baixo mesmo estando presente no solo em abundância;
  • para evitar a lexíviação de nutrientes com a consequente contaminação dos lençóis freáticos;
  • para ultrapassar o problema da reduzida mobilidade de alguns elementos, como boro, no interior da planta;
  • para uma melhor resposta à adubação quando o pH do solo não é o ideal;
  • para fornecer nutrientes, como complemento da absorção radicular da planta;
  • para estimular a absorção radicular da planta.

Saiba mais sobre esta cultura a desenvolver em Portugal.

Arquivado em:Agricultura Marcados com:açores, agricultura, beterraba sacarina, produção de beterraba sacarina, sementeira, solos

Plantar Castanheiros – uma saga complexa, digna de investigação

1 de Junho, 2019 by António Sousa Deixe um comentário

Vamos plantar castanheiros

Plantar castanheiros pode ser uma atividade gratificante e sustentável, mas requer alguns cuidados específicos para garantir o sucesso. Aqui estão algumas orientações detalhadas para começar.

Raiz para baixo ou de lado numa parte achatada

Ao plantar a semente do castanheiro, é crucial posicioná-la corretamente. A raiz deve estar voltada para baixo ou de lado numa parte achatada. Este posicionamento facilita o crescimento da planta e assegura que a raiz se desenvolva de forma saudável. Se a semente não tiver raiz visível, plante-a da mesma forma, pois a natureza cuidará do resto.

Ameaças de roedores durante a Primavera

Mesmo plantando na Primavera, é importante estar atento às ameaças de roedores. Estes animais podem danificar as sementes e comprometer o crescimento das plantas. Para proteger as sementes:

  • Utilize redes ou caixas de proteção.
  • Plante em áreas menos acessíveis a roedores.
  • Considere o uso de repelentes naturais.

Plantar em ambiente reservado e protegido

Para maximizar as chances de sucesso, plante as sementes em ambientes reservados e protegidos, como jardins ou caixas específicas. Estas caixas devem proteger a planta dos animais e das condições adversas. Aqui estão algumas dicas:

  1. Plante a pouca profundidade.
  2. Utilize caixas com boa ventilação.
  3. Mantenha a planta num local com luz solar indireta.

Após um ano, quando as árvores estiverem mais robustas, será o momento de transplantá-las para o local definitivo.

Transplantação após um ano e fim das geadas

A transplantação deve ocorrer após um ano de crescimento e após o término da época de geadas. Este período é crucial para garantir que as plantas não sofram danos devido ao frio. Siga estes passos para uma transplantação bem-sucedida:

  1. Escolha um dia sem previsão de geadas.
  2. Prepare o solo no local definitivo, garantindo boa drenagem.
  3. Transplante as árvores com cuidado, mantendo a integridade das raízes.

Plantar castanheiros é uma jornada que requer paciência e atenção aos detalhes. Com estas orientações, estará no caminho certo para cultivar árvores saudáveis e produtivas.

Imagem sugerida: Uma imagem de uma pessoa a plantar uma semente de castanheiro numa caixa de proteção, mostrando a posição correta da raiz.

Qual o melhor solo para plantar castanheiros?

Solo húmido e com boa drenagem

Para garantir o sucesso ao plantar castanheiros, é essencial escolher um solo húmido e com boa drenagem. Este tipo de solo permite que as raízes das árvores obtenham a quantidade adequada de água sem ficarem encharcadas. A drenagem eficiente evita o apodrecimento das raízes e promove um crescimento saudável. Solos arenosos são frequentemente recomendados, pois oferecem a combinação ideal de retenção de água e drenagem.

Evitar solos com demasiada água

Solos com excesso de água podem ser prejudiciais para os castanheiros. Quando o solo retém demasiada água, as raízes podem sufocar e morrer, comprometendo o desenvolvimento da planta. Para evitar este problema, é crucial:

  • Verificar a capacidade de drenagem do solo antes de plantar.
  • Evitar áreas onde a água tende a acumular-se após a chuva.
  • Considerar a instalação de sistemas de drenagem, se necessário.

Preferência por solos ligeiramente ácidos

Os castanheiros prosperam em solos ligeiramente ácidos, com um pH ideal entre 5.5 e 6.5. Solos com pH acima de 6.5 podem limitar a disponibilidade de nutrientes essenciais, como o azoto. Para ajustar o pH do solo, pode-se:

  1. Realizar uma análise do solo para determinar o pH atual.
  2. Adicionar emendas como enxofre ou sulfato de alumínio para baixar o pH.
  3. Monitorizar regularmente o pH para garantir que se mantém dentro da faixa ideal.

Estudos de composição do solo

Antes de plantar castanheiros, é recomendável realizar estudos de composição do solo. Estes estudos ajudam a identificar a estrutura e os nutrientes presentes no solo, permitindo ajustes necessários para criar um ambiente ideal para o crescimento das árvores. Os principais aspetos a considerar incluem:

  • Textura do solo: Solos arenosos são preferíveis, enquanto solos argilosos devem ser evitados.
  • Nutrientes: Verificar os níveis de nutrientes essenciais, como azoto, fósforo e potássio.
  • Matéria orgânica: Solos ricos em matéria orgânica promovem um crescimento saudável.

Em resumo, escolher o solo adequado para plantar castanheiros envolve garantir uma boa drenagem, evitar excesso de água, preferir solos ligeiramente ácidos e realizar estudos de composição do solo. Seguindo estas diretrizes, é possível criar um ambiente propício para o desenvolvimento robusto e saudável dos castanheiros.

A fertilização

Não fertilizar no primeiro ano

Ao plantar castanheiros, é crucial entender que a fertilização no primeiro ano deve ser evitada. A planta precisa de tempo para se adaptar ao novo ambiente e desenvolver um sistema radicular robusto. A aplicação precoce de fertilizantes pode causar mais danos do que benefícios, interferindo no crescimento natural da planta.

Exceção: folhas amarelas antes de Agosto

No entanto, existe uma exceção a esta regra. Se as folhas do castanheiro começarem a ficar amarelas antes do início de Agosto, isso pode ser um sinal de deficiência de nutrientes, particularmente de azoto. Neste caso, recomenda-se a aplicação de cerca de 115 gramas de fertilizante com 10% de azoto para corrigir a deficiência e promover um crescimento saudável.

Uso de emulsões de origem animal

Uma prática interessante adotada por muitos agricultores biológicos é o uso de emulsões de origem animal, como emulsões de peixe, como fonte de azoto. Estas emulsões são uma alternativa natural e eficaz aos fertilizantes químicos, proporcionando os nutrientes necessários sem prejudicar o solo ou o meio ambiente.

Aplicação de fertilizante em grão

Para uma fertilização eficaz, deve-se aplicar fertilizante em grão. A regra geral é aplicar cerca de 45 gramas de fertilizante por cada centímetro de diâmetro do tronco do castanheiro. Esta quantidade deve ser dividida em duas aplicações: metade na Primavera e a outra metade no Verão. Este método garante que a planta recebe uma nutrição equilibrada ao longo do ano.

Distribuição uniforme na zona da raiz

A distribuição do fertilizante deve ser feita de forma uniforme na zona da raiz. Para isso, crie uma área circular com um diâmetro de 15 cm à volta do tronco e espalhe o fertilizante de maneira homogénea. Esta técnica assegura que todas as partes do sistema radicular recebem os nutrientes necessários, promovendo um crescimento saudável e vigoroso.

Resumo das práticas de fertilização

  • Não fertilizar no primeiro ano
  • Exceção: folhas amarelas antes de Agosto
    • Aplicar 115 gramas de fertilizante com 10% de azoto
  • Uso de emulsões de origem animal
    • Emulsões de peixe como fonte de azoto
  • Aplicação de fertilizante em grão
    • 45 gramas por cm de diâmetro do tronco
    • Metade na Primavera, metade no Verão
  • Distribuição uniforme na zona da raiz
    • Área circular de 15 cm de diâmetro à volta do tronco

Seguindo estas práticas, os castanheiros terão um crescimento saudável e produtivo, garantindo uma colheita abundante e de qualidade.

E qual o espaçamento entre eles?

Espaçamentos de seis em seis metros

Quando se trata de plantar castanheiros, o espaçamento adequado entre as árvores é crucial para garantir um crescimento saudável e uma produção eficiente. A recomendação geral é manter um espaçamento de seis metros entre cada árvore. Este intervalo permite que cada castanheiro tenha espaço suficiente para desenvolver suas raízes e copa sem competir excessivamente por nutrientes e luz solar. Além disso, um espaçamento adequado facilita a circulação de ar, reduzindo o risco de doenças fúngicas e outras pragas.

Possibilidade de espaçamentos menores

Embora o espaçamento de seis metros seja o mais comum, existem situações em que espaçamentos menores podem ser vantajosos. Por exemplo, em plantações comerciais onde a produtividade é uma prioridade, reduzir o espaçamento pode aumentar a densidade de árvores por hectare, resultando em uma colheita mais abundante. No entanto, é importante considerar que espaçamentos menores podem exigir um manejo mais intensivo, incluindo:

  1. Poda regular para evitar que as copas se sobreponham.
  2. Monitorização constante para detectar e tratar doenças precocemente.
  3. Irrigação e fertilização adequadas para garantir que todas as árvores recebam os nutrientes necessários.

Aumento do espaçamento dependendo da quantidade

Por outro lado, se o objetivo é plantar um número menor de castanheiros, aumentar o espaçamento pode ser uma estratégia benéfica. Espaçamentos maiores permitem que cada árvore tenha acesso a mais recursos, o que pode resultar em árvores mais robustas e produtivas a longo prazo. Além disso, espaçamentos maiores facilitam o manejo da plantação, incluindo a colheita e a aplicação de tratamentos fitossanitários.

Para decidir o espaçamento ideal, considere os seguintes fatores:

  • Objetivos da plantação: Comercial ou pessoal.
  • Recursos disponíveis: Água, fertilizantes e mão-de-obra.
  • Condições do solo e clima: Solos ricos e climas favoráveis podem suportar espaçamentos menores.

Em resumo, o espaçamento entre castanheiros deve ser cuidadosamente planejado para equilibrar a produtividade e a saúde das árvores. Consultar especialistas e realizar testes de solo pode ajudar a determinar o espaçamento mais adequado para cada situação específica.

Conclusão

Resumo das melhores práticas para plantar castanheiros

Plantar castanheiros exige atenção a diversos fatores para garantir um crescimento saudável e produtivo. Primeiramente, a escolha da estação é crucial. A Primavera é a época ideal para plantar castanheiros, evitando assim os ataques de roedores que ocorrem no Outono. Além disso, é importante plantar as sementes com a raiz para baixo ou de lado numa parte achatada, garantindo que a planta tenha um bom início de desenvolvimento.

Para proteger as plantas jovens, especialmente em áreas com presença de roedores, recomenda-se plantar em ambientes reservados, como jardins ou caixas protegidas. Após um ano e o término da época de geadas, as árvores podem ser transplantadas para o local definitivo.

Importância de consultar fontes especializadas

Consultar fontes especializadas é essencial para obter informações precisas e atualizadas sobre o cultivo de castanheiros. Agricultores experientes e programas de desenvolvimento rural, como o PRODER, oferecem orientações valiosas. Estes recursos ajudam a evitar erros comuns e a maximizar a produtividade da cultura.

Recomendações para iniciar a cultura agrícola

Para iniciar a cultura de castanheiros, siga estas recomendações:

  1. Escolha do solo:
    • Solo húmido e com boa drenagem.
    • Evitar solos com demasiada água.
    • Preferência por solos ligeiramente ácidos, com pH abaixo de 6.5.
  2. Fertilização:
    • Não fertilizar no primeiro ano, a menos que as folhas fiquem amarelas antes de Agosto.
    • Aplicar cerca de 115 gramas de 10% de azoto se necessário.
    • Usar emulsões de origem animal como fonte de azoto.
    • Aplicar fertilizante em grão, distribuindo uniformemente na zona da raiz.
  3. Espaçamento:
    • Manter espaçamentos de seis em seis metros.
    • Ajustar o espaçamento conforme a quantidade desejada de plantas.

Imagem sugerida: Uma imagem de um campo de castanheiros bem espaçados, mostrando a distância recomendada entre as árvores.

Seguindo estas práticas e consultando fontes especializadas, é possível estabelecer uma cultura de castanheiros saudável e produtiva. Boa sorte na sua jornada agrícola!

 

Perguntas Frequentes

Qual é a melhor época para plantar castanheiros?

A melhor época para plantar castanheiros é na Primavera. Este período evita os ataques de roedores que ocorrem no Outono e proporciona condições ideais para o crescimento inicial das plantas.

Como devo posicionar a semente do castanheiro ao plantar?

A semente do castanheiro deve ser plantada com a raiz voltada para baixo ou de lado numa parte achatada. Este posicionamento facilita o crescimento saudável da planta.

Quais são as principais ameaças aos castanheiros jovens?

Os castanheiros jovens enfrentam ameaças de roedores, especialmente na Primavera. Utilizar redes ou caixas de proteção e repelentes naturais pode ajudar a proteger as sementes.

Que tipo de solo é ideal para plantar castanheiros?

O solo ideal para plantar castanheiros é húmido e com boa drenagem. Solos ligeiramente ácidos, com um pH entre 5.5 e 6.5, são preferíveis para um crescimento saudável.

Devo fertilizar os castanheiros no primeiro ano?

Não se deve fertilizar os castanheiros no primeiro ano, a menos que as folhas fiquem amarelas antes de Agosto. Neste caso, aplicar cerca de 115 gramas de fertilizante com 10% de azoto.

Qual é o espaçamento recomendado entre castanheiros?

O espaçamento recomendado entre castanheiros é de seis metros. Este intervalo permite um crescimento saudável e facilita a circulação de ar, reduzindo o risco de doenças.

Como posso ajustar o pH do solo para plantar castanheiros?

Para ajustar o pH do solo, pode-se adicionar emendas como enxofre ou sulfato de alumínio. Realizar uma análise do solo ajuda a determinar o pH atual e a necessidade de ajustes.

Quando devo transplantar os castanheiros para o local definitivo?

Os castanheiros devem ser transplantados para o local definitivo após um ano de crescimento e após o término da época de geadas. Este período garante que as plantas não sofram danos devido ao frio.

Quais são as práticas recomendadas para fertilizar castanheiros?

As práticas recomendadas incluem não fertilizar no primeiro ano, usar emulsões de origem animal como fonte de azoto, e aplicar fertilizante em grão de forma uniforme na zona da raiz.

Por que é importante consultar fontes especializadas ao plantar castanheiros?

Consultar fontes especializadas é essencial para obter informações precisas e atualizadas sobre o cultivo de castanheiros. Agricultores experientes e programas de desenvolvimento rural oferecem orientações valiosas para maximizar a produtividade.

Arquivado em:Silvicultura Marcados com:agricultura, castanhas, fertilizante, plantar, plantar castanheiros, PRODER, raiz, solos, soutos

Controlo Biológico: o Segredo do Controlo Controlado

23 de Maio, 2019 by olinda de freitas Deixe um comentário

Uma alternativa saudável aos pesticidas

O controlo biológico consiste em utilizar os próprios seres vivos para combater os parasitas ou os predadores. Não será mais viável do que a utilização de pesticidas para o combate das pragas, já que estes últimos agridem o meio ambiente, intoxicam os animais e consomem muitos recursos financeiros?

O processo de controlo biológico caracteriza-se exactamente pela introdução, no ecossistema, de um inimigo natural da espécie nociva. O objectivo é manter a densidade populacional dessa espécie em níveis compatíveis com os recursos do meio ambiente.

Controlo biológico através de parasitas ou de predadores

O controlo biológico pode ser feito a partir da introdução de parasitas específicos ou de predadores se bem que, até agora, o processo mostrou-se mais eficiente através da introdução de parasitas por ser mais específico: o parasita morre com o organismo parasitado.

Veja alguns exemplos:

  • Um exemplo de controlo biológico por meio de parasitas é a utilização do vírus Baculovírus anticarsia, um vírus que ataca apenas as lagartas que comem as folhas de soja, não prejudicando outros seres vivos.
  • Como exemplo de controlo biológico feito por meio de predadores, temos o Gambusia affinis – um peixe que come as larvas do mosquito Anopheles (transmissor da Malária).
  • Outro exemplo é a vespa chamada Trissolcus basalis. Este insecto deposita os seus ovos (cerca de 250 em cada época) no interior dos ovos de algumas espécies de percevejos. Os ovos do percevejo são usados como alimento pela larva da vespa, não havendo a formação de adultos, ou seja, as pragas.

As vespas Trissolcus basalis são criadas em laboratório para que possam ser colocadas nas plantações de soja e continuem a predar os ovos dos percevejos. O método mais eficiente é distribuir pela cultura ovos de percevejos e ovos das vespas. As vespas são libertadas após o florescimento da soja, quando os percevejos iniciam a época.

O controlo biológico exige, no entanto, cuidados…

Um controlo biológico adequado exige a realização de uma avaliação dos riscos associados a esta prática, pois muitas espécies estranhas são introduzidas em ambientes naturais sem que haja um estudo aprofundado – o que  pode provocar sérias alterações nas características do ecossistema, como a eliminação de espécies nativas através de competição ou de predação.

Um passado desastroso de controlo biológico

Muitos antes dos avanços da ciência e da tecnologia nesta área, o homem já tentava fazer controlo biológico nas suas culturas. Aqui ficam dois exemplos de tentativas desastrosas:

  • Em 1872, o mangusto (mamífero carnívoro) foi introduzido na Jamaica para combater ratos que se espalhavam nas plantações de cana-de-açúcar. O mangusto acabou com os ratos e também com outros mamíferos, aves terrícolas e crustáceos, causando graves alterações no ambiente;
  • Em 1859, alguns casais de coelhos foram introduzidos na Austrália para o combate às ervas daninhas que se multiplicaram na região. Por não encontrarem predadores naturais, nem parasitas que regulassem a sua própria população, os coelhos proliferaram tanto que destruíram grande parte das pastagens australianas – causando um enorme prejuízo à pecuária, uma grande fonte de riqueza daquele país.

O controlo biológico na agricultura, através de parasitas ou de predadores, é, sem dúvida, uma alternativa saudável à poluição do ambiente e da saúde humana.

Urge sempre, no entanto, avaliar os riscos desta prática com rigor  – pois o descontrolo pode trazer bastantes consequências danosas.

Arquivado em:Agricultura Marcados com:agricultura, ambiente, controlo biológico, controlo de parasitas, controlo de predadores, pesticidas, saúde

A produção de Rosas: um bom investimento, Senhor Floricultor!

15 de Janeiro, 2019 by olinda de freitas 3 Comentários

A produção de rosas, e de flores em geral, é imensamente animadora para o floricultor – só tem de dominar minimamente o funcionamento dos mercados locais e regionais. A apetência acrescida em determinadas épocas do ano, fazem com que a produção de rosas seja animadora pelo factor procura.

O floricultor esperto

A floricultura é uma actividade dominada pela esperteza: na escolha das espécies, no tratamento, no oportunismo de mercado, na introdução de mais-valias e na procura incessante de alternativas ao escoamento: decidir apostar na floricultura, e na produção de rosas em particular, pode ser uma das mais rentáveis actividades da agricultura actual!

As rosas, tanta variedade

As roseiras pertencem à família das rosáceas, com um grande número de espécies, que permitiram obter pela hibridação inúmeras variedades e híbridos. Em função disso apresentam-se, hoje em dia, com uma grande diversidade estrutural.

Podem ser arbustivas, trepadeiras, com flores isoladas – pois existem mais de 30.000 variedades de rosas em todo o mundo. São plantas que originaram diferentes tipos e misturas sempre com vista à melhoria do aspecto, do tamanho e do formato.

A cultura das rosas

O solo ideal para o cultivo das rosas deve ser o areno-argiloso, rico em matéria orgânica, com boa drenagem e disponibilidade de nutrientes.

O pH deve estar na faixa de 5,5 a 6,5. E como é difícil encontrar um solo com todas estas características, pois claro, é recomendável fazer uma análise do solo e fazer as correções necessárias como, por exemplo, usar de 10 a 15 kg/m² de matéria orgânica bem preparada e aproximadamente 400 g/m² de mistura 4–14–8.

Para solos já trabalhados ou pesados, deve ser efectuada a subsolagem e as gradagens (o número de gradagens é em função do suplemento usado, da humidade e do tipo de solo).

E as instalações?

O cultivo em estufas é feito preferencialmente para culturas comerciais. As estufas para produção de rosas podem ser de madeira ou de metal – o produtor que decida.

No entanto, a mais usada é a de metal por questões de durabilidade e deve ter uma altura que proporcione uma boa ventilação e circulação de ar. Os lados devem ser fechados, com plástico ou sombras, por forma a evitar-se a entrada de insectos e também ventos fortes. Os canteiros devem ter 1,20 m de largura por 15 a 20 cm de altura e as ruas entre os canteiros devem ter 80 cm de largura. Para plantios em campo, a largura do canteiro pode variar de 80 cm a 1 m e a largura entre os canteiros de 1m a 1,4 m.

Manutenção na produção de rosas

Eliminar as ervas daninhas é essencial, já que roubam água, luz e nutrientes – prejudicando, assim, o desenvolvimento da cultura. Se pensar em usar produtos químicos, cuidado com a poluição do ambiente: faça o acompanhamento com especialistas. Eliminar os botões apicais é um cuidado que promove o aumento do comprimento da flor e induz a uma nova brotação. Remova os galhos secos, doentes e partidos – assim como os brotos que vão surgindo.

Sendo a roseira uma planta exigente em água, os canteiros devem estar sempre com humidade adequada, sem excessos, para evitar o aparecimento de fungos. Para a produção de rosas, recomenda-se a irrigação duas vezes por semana (dois a três litros de água/planta) e no inverno, a quantidade utilizada deve ser reduzida.

A fertirrigação (os nutrientes exigidos pela planta são solubilizados em água e injectados através de bombas nos canteiros), o adubar parcelar, é a mais aconselhada.

Está à espera do quê para investir nas rosas?

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Parque Nacional da Peneda-Gerês: Um espaço a visitar pelo menos uma vez

6 de Dezembro, 2018 by Noémia Santos 1 comentário

O Parque Nacional da Peneda-Gerês está situado no extremo nordeste do Minho estendendo-se até Trás-os-Montes. Abrange um total de 22 freguesias que se distribuem por 5 concelhos (Arcos-de-Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca, Terras do Bouro).

Este parque tem uma extensão de 70290 hectares e é gerido pelo instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB). Todas as áreas abrangidas foram unidas no que se chama agora o Parque Nacional Peneda-Gerês com o intuito de realizar um planeamento que possibilitasse a valorização dos recursos naturais existentes e as actividades humanas que caracterizam este espaço. Sendo a única com estatuto de Parque Nacional, tinha como objectivo preservar os solos, a flora, a fauna, as águas e a paisagem desta região.

A Unesco considera o Parque Nacional Peneda-Gerês como reserva mundial da biosfera e, a nível mundial, é considerado como sendo um dos últimos redutos do país onde se encontram ecossistemas no estado natural. Existe, neste local, derivado das condições climatéricas presentes (grande precipitação e amplitude térmica moderada) um sem número de espécies (cerca de 235 vertebrados e mais de invertebrados) que representam uma parte da biodiversidade que podemos encontrar no Parque, sendo que uma parte tem o estatuto de espécie em risco ou em vias de extinção (cerca de 71). O Parque Nacional da Peneda-Gerês localiza-se entre o Oceano Atlântico e os ambientes climáticos do interior da península (apresenta 3 redes hidrográficas e 6 barragens) facto que, aliado à configuração do relevo, condiciona as características climáticas existentes, o que terá efeitos no manto vegetal, nas características dos solos e na própria cultura, ou seja, a forma de estar e os costumes da população. De entre as várias espécies existentes no Parque Nacional Peneda-Gerês, podemos encontrar o javali, o veado, o texugo, a lontra, a raposa (espécies existentes em maior número) assim como, a águia-real, o milhafre-real, o falcão, a víbora negra, a cobra-d”água, o lagarto d”água e a salamandra. Relativamente às espécies em risco ou em vias de extinção, entre os cerca de 71 animais, os casos mais conhecidos são o lobo cinza, o corço, o cavalo garrano selvagem, o gato bravo, a enguia europeia, o morcego-de-ferradura. Existiu também a cabra-do-Gerês que, consequência da acção humana, se extinguiu. Além desta biodiversidade, existem no Parque Nacional Peneda-Gerês locais muito interessantes a visitar tais como, os castelos de Castro Laboreiro e do Lindoso (monumentos megalíticos), a ponte românica de Mizarela, os espigueiros, o marco milenário na Geira, os vários miradouros existentes, Mosteiro de Santa Maria das Júnias, Vilarinho das Furnas, Termas do Gerês, trilhos pedestres, entre muitos outros locais. No Gerês podemos também realizar actividades como, por exemplo, turismo de natureza (canoagem, caminhadas, orientação, trilhos interpretativos, observação da natureza, BTT…), turismo activo (trilhos com GPS, trilhos homologados, manobra de cordas, passeio a cavalo, tiro ao alvo, passeios de TT…), Slide, Rapel, escalada, Karaoke, team-building, passeios de charrete, paintball, Moto 4, jogos de equipa, arqueologia, astronomia, nadar, passeio de gaivotas, mergulho, visitas culturais e um sem número de actividades adaptadas aos gostos de cada um. Quanto à estadia, poderá optar pelo conforto, dispondo de um conjunto de hotéis, residenciais e estalagens ou, apelando aos seu espírito aventureiro e ambiental, optar pelo campismo, campismo selvagem ou turismo rural. O Parque Nacional Peneda-Gerês dispõe de um conjunto vasto de ofertas a nível de estadia e de actividades, dirigidas a todas as idades e a todos os gostos. Acima de tudo representa um tesouro nacional pela sua biodiversidade e beleza, capaz de tirar a respiração com as suas paisagens estonteantes ao longo de toda a sua extensão. É um local que, ainda que com muitas actividades e turismo, consegue ser um local ideal para quem procura o sossego e a paz da natureza para escapar à agitação habitual da cidade. Um óptimo local de reflexão e inspiração para quem a procura.

O Parque Nacional Peneda-Gerês é sem dúvida um daqueles locais que todos deveriam visitar pelo menos uma vez na sua vida (se conseguirem não regressar a um local tão rico e inspirador).

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Importância do Complexo Agro-Florestal em Portugal

16 de Novembro, 2018 by olinda de freitas Deixe um comentário

O Complexo Agro-Florestal (CAF)inclui o Complexo Agro-Alimentar (agricultura e as indústrias alimentares, bebidas e tabaco) e o Complexo Florestal (silvicultura e as indústrias transformadoras de produtos florestais) e representa cerca de 6% do PIB nacional.

Regiões e sub-regiões da produção agro-florestal

Em termos regionais é possível verificarem-se algumas disparidades:

  • a especialização produtiva agro-florestal em algumas sub-regiões, designadamente o Alto Alentejo, a Lezíria do Tejo, o Baixo Alentejo e o Entre Douro e Vouga, onde o Complexo Agro-Florestal representa, respectivamente, 18%, 16%, 15% e 14% do respectivo produto regional;
  • nas sub-regiões alentejanas predominam as actividades primárias e no Entre Douro e Vouga é a indústria florestal a principal geradora de produto agro-florestal.

A importância da agricultura

A Agricultura gera, aproximadamente, 2% do PIB do total da economia e a sua importância na formação do produto regional apresenta valores superiores à média nacional em muitas das regiões. Também a Silvicultura contribui para a formação do produto e, neste sector, salientam-se as sub-regiões Pinhal Interior Sul e o Alto Alentejo, – em que a silvicultura gera mais de 4% do produto regional.

Que características apresentam os produtos do Complexo Agro-Florestal?

Os produtos do Complexo Agro-Florestal são bens internacionalmente transaccionáveis, isto é, podem ser importados e exportados e estão, portanto, sujeitos à concorrência internacional nos mercados externos e no mercado interno.

As actividades do Complexo Agro-Florestal têm, por isso, um papel importante no comércio internacional representando, actualmente, cerca de 20% e 18%, respectivamente, dos valores das exportações e das importações de bens da Economia.

Melhoria da balança comercial agro-florestal

O saldo da balança comercial agro-florestal, tradicionalmente negativo, tem apresentado melhorias significativas. Esta melhoria é explicada pelo aumento da orientação sectorial para o mercado externo, cujas exportações têm crescido a ritmo superior às importações e de forma mais acentuada que a tendência global da economia.

De facto, o valor das exportações do Complexo Agro-florestal cresceu 6,2% em média anual no período 2000-2011, quando a taxa de crescimento anual do total de bens exportados por Portugal terá sido de 4,0% no mesmo período.

Que produtos agro-alimentares exportamos?

As exportações agro-alimentares assentam principalmente no vinho, produtos da pesca, hortícolas e frutícolas, azeite, isto para além do tabaco e do leite e lacticínios.

Relativamente à indústria florestal, as exportações são mais significativas na fileira da pasta e do papel, na dos painéis de madeira, fibra e partículas e na fileira da cortiça, nomeadamente na rolha.

Desde 2009 que a balança comercial do Complexo Agro-Florestal tem vindo a apresentar melhorias significativas explicadas pela orientação exportadora destes produtos tão variados.

Se na vertente agrícola as exportações recaem no vinho, produtos da pesca, hortícolas e frutícolas, azeite, tabaco, leite e lacticínios – no que concerne à indústria florestal há um peso significativo de exportação de fileira da pasta e do papel, de painéis de madeira, de fibra e partículas e de rolhas.

É continuar, pois.

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