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Terra Animal

Blog Vertical dedicado a Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca

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Os incêndios nas florestas – um mal maior que é preciso queimar

1 de Janeiro, 2019 by olinda de freitas Deixe um comentário

A floresta e os incêndios

Os incêndios constituem uma das principais ameaças ao conjunto biológico que são as florestas e o seu combate passa pela eficiência das estruturas de vigilância, de alerta e de apoio por forma a minimizar os prejuízos materiais e humanos mas, antes de tudo, pela prevenção. O combate aos incêndios florestais assenta, por isso, em quatro critérios técnicos:

  • Tempos de chegada aos focos de incêndio no menor tempo possível, independentemente da dimensão da brigada e/ou do meio de mobilização, com o objectivo de controlar os incêndios na fase nascente;
  • Ataque inicial em massa, ou golpe único, mobilizando-se todos os meios necessários para assegurar o controle e total extinção dos fogos quando estes ainda estão no início;
  • Dano material e humano, priorizando-se os locais – perante a simultaneidade dos fogos – no sentido de se minimizar ao máximo os prejuízos.

Além do combate aos incêndios, também a avaliação das probabilidades de propagação dos mesmos – levando-se em consideração factores como a topografia, o declive do terreno, o vento, os combustíveis e a vegetação em perigo -assume-se como imprescindível.

Mas o que são, afinal, os incêndios?

Um incêndio é uma reacção de combustão (oxidação – redução) fortemente exotérmica, que se desenvolve geralmente de forma descontrolada, quer no tempo quer no espaço.

Para a eclosão de um fogo é necessária a conjugação simultânea de três factores indispensáveis:

  • Combustível – material que arde (vegetação);
  • Comburente – material em cuja presença o combustível pode arder (normalmente o ar, que contém cerca de 21 % de oxigénio em volume);
  • Energia de activação – energia mínima necessária para se iniciar a reacção, que é fornecida pela fonte de inflamação (ponta de cigarro).

Estes três factores constituem o que se costuma designar por triângulo do fogo. O desenvolvimento de um fogo está ainda dependente de um outro quarto factor, a ocorrência de uma reacção em cadeia, sem a qual não se dá a transmissão de calor de umas partículas de combustível para as outras. A inclusão deste último factor, como constituindo um requisito necessário ao desenvolvimento de um fogo, resulta no denominado tetraedro do fogo.

A prevenção e o combate

As técnicas de prevenção e de combate de incêndios fundamentam-se no conhecimento detalhado dos factores acima mencionados. A prevenção consiste em evitar a sua conjugação simultânea e o combate visa a extinção de um incêndio procurando eliminar um ou mais daqueles factores.

Nunca é demais lembrar que, além dos danos ambientais, os recursos humanos que têm como missão combater o fogo estão sempre vulneráveis e sujeitos aos produtos próprios e manifestos da combustão, todos eles susceptíveis de provocarem efeitos nefastos na saúde e segurança humanas, como o fumo, a chama, o calor e os gases libertados. É, por isso, continuamente urgente, a campanha de prevenção de incêndios nas florestas.

Arquivado em:Botânica e Floricultura, Silvicultura Marcados com:combate, combustão, cortiça, exploração florestal, florestas, fogo, incêndios, prevenção, repovoamento cinegético, resina, silvicultura, tetraedro do fogo, triângulo do fogo

Parque Nacional da Peneda-Gerês: Um espaço a visitar pelo menos uma vez

6 de Dezembro, 2018 by Noémia Santos 1 comentário

O Parque Nacional da Peneda-Gerês está situado no extremo nordeste do Minho estendendo-se até Trás-os-Montes. Abrange um total de 22 freguesias que se distribuem por 5 concelhos (Arcos-de-Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca, Terras do Bouro).

Este parque tem uma extensão de 70290 hectares e é gerido pelo instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB). Todas as áreas abrangidas foram unidas no que se chama agora o Parque Nacional Peneda-Gerês com o intuito de realizar um planeamento que possibilitasse a valorização dos recursos naturais existentes e as actividades humanas que caracterizam este espaço. Sendo a única com estatuto de Parque Nacional, tinha como objectivo preservar os solos, a flora, a fauna, as águas e a paisagem desta região.

A Unesco considera o Parque Nacional Peneda-Gerês como reserva mundial da biosfera e, a nível mundial, é considerado como sendo um dos últimos redutos do país onde se encontram ecossistemas no estado natural. Existe, neste local, derivado das condições climatéricas presentes (grande precipitação e amplitude térmica moderada) um sem número de espécies (cerca de 235 vertebrados e mais de invertebrados) que representam uma parte da biodiversidade que podemos encontrar no Parque, sendo que uma parte tem o estatuto de espécie em risco ou em vias de extinção (cerca de 71). O Parque Nacional da Peneda-Gerês localiza-se entre o Oceano Atlântico e os ambientes climáticos do interior da península (apresenta 3 redes hidrográficas e 6 barragens) facto que, aliado à configuração do relevo, condiciona as características climáticas existentes, o que terá efeitos no manto vegetal, nas características dos solos e na própria cultura, ou seja, a forma de estar e os costumes da população. De entre as várias espécies existentes no Parque Nacional Peneda-Gerês, podemos encontrar o javali, o veado, o texugo, a lontra, a raposa (espécies existentes em maior número) assim como, a águia-real, o milhafre-real, o falcão, a víbora negra, a cobra-d”água, o lagarto d”água e a salamandra. Relativamente às espécies em risco ou em vias de extinção, entre os cerca de 71 animais, os casos mais conhecidos são o lobo cinza, o corço, o cavalo garrano selvagem, o gato bravo, a enguia europeia, o morcego-de-ferradura. Existiu também a cabra-do-Gerês que, consequência da acção humana, se extinguiu. Além desta biodiversidade, existem no Parque Nacional Peneda-Gerês locais muito interessantes a visitar tais como, os castelos de Castro Laboreiro e do Lindoso (monumentos megalíticos), a ponte românica de Mizarela, os espigueiros, o marco milenário na Geira, os vários miradouros existentes, Mosteiro de Santa Maria das Júnias, Vilarinho das Furnas, Termas do Gerês, trilhos pedestres, entre muitos outros locais. No Gerês podemos também realizar actividades como, por exemplo, turismo de natureza (canoagem, caminhadas, orientação, trilhos interpretativos, observação da natureza, BTT…), turismo activo (trilhos com GPS, trilhos homologados, manobra de cordas, passeio a cavalo, tiro ao alvo, passeios de TT…), Slide, Rapel, escalada, Karaoke, team-building, passeios de charrete, paintball, Moto 4, jogos de equipa, arqueologia, astronomia, nadar, passeio de gaivotas, mergulho, visitas culturais e um sem número de actividades adaptadas aos gostos de cada um. Quanto à estadia, poderá optar pelo conforto, dispondo de um conjunto de hotéis, residenciais e estalagens ou, apelando aos seu espírito aventureiro e ambiental, optar pelo campismo, campismo selvagem ou turismo rural. O Parque Nacional Peneda-Gerês dispõe de um conjunto vasto de ofertas a nível de estadia e de actividades, dirigidas a todas as idades e a todos os gostos. Acima de tudo representa um tesouro nacional pela sua biodiversidade e beleza, capaz de tirar a respiração com as suas paisagens estonteantes ao longo de toda a sua extensão. É um local que, ainda que com muitas actividades e turismo, consegue ser um local ideal para quem procura o sossego e a paz da natureza para escapar à agitação habitual da cidade. Um óptimo local de reflexão e inspiração para quem a procura.

O Parque Nacional Peneda-Gerês é sem dúvida um daqueles locais que todos deveriam visitar pelo menos uma vez na sua vida (se conseguirem não regressar a um local tão rico e inspirador).

Arquivado em:Silvicultura Marcados com:actividades dos portos de recreio, agricultura, águas termais, alojamento, ambiente, animação turística, bicicletas de montanha, btt, bungee jumping, corrida de barcos, cuidados de saúde, defesa do ambiente, descoberta arqueológica, desporto, desportos com gps, equipamento de mergulho, estilo de vida saudável, exploração florestal, GeoCacherZone, geocaches em Portugal, investigação arqueológica, locais de alojamento, mergulho, mergulho portugal, motoquatro, paintball, paisagismo, parques de campismo, parques de caravanismo, planta, prevenção, rafting, rapel, saúde, saude termal, spa, terapias termais, turismo no espaço rural

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