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Terra Animal

Blog Vertical dedicado a Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca

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Descoberta da Tolerância ao Calor do Salmão no Pacífico

14 de Maio, 2019 by olinda de freitas Deixe um comentário

A tolerância ao calor do salmão no Pacífico é a nova descoberta de uma pesquisa realizada pela Universidade de Oslo em conjunto com a Universidade de British Columbia. Este é um estudo publicado no site Science Daily.

Recente pesquisa atesta a alta tolerância ao calor do salmão no Pacífico

Os resultados são evidentes: as populações de salmão do Atlântico possuem uma capacidade surpreendente em se adaptarem a temperaturas mais quentes no pacífico em sequência das alterações climáticas.

O fenómeno da tolerância ao calor do salmão no pacífico foi estudado por um grupo de cientistas da Universidade de Oslo e da Universidade de British Columbia, uma colaboração entre pesquisadores noruegueses e canadenses, e abordou a grande questão: como é que as alterações climáticas podem afectar a distribuição e a abundância das diferentes espécies de salmão.

Os cientistas estudaram, então, o salmão selvagem com origem em dois rios europeus.

A reprodução dos salmões em rios de caudal permanente: como acontece

Como é sabido, os salmões reproduzem-se em rios com caudal permanente de características salmonícolas. Estas águas são, geralmente, caracterizadas por serem bem oxigenadas, pela ausência de poluição orgânica ou inorgânica e pelo substracto de cascalho ou gravilha.

As características típicas das áreas de desenvolvimento de juvenis incluem zonas de baixa profundidade (inferior a 20 cm), substrato de cascalho e velocidades de corrente entre 50-70 cm/s.

Após um a dois anos em águas doces e salobras, os juvenis sofrem um processo de “smoltificação” e migram para o mar onde passam o período de crescimento – altura em que atingem a maturação sexual e regressam aos locais de nascimento para se reproduzirem. Este é o comportamento que se designa por homing.

Durante o estudo da tolerância ao calor do salmão no Pacífico foi efectuada a comparação de uma população de águas frias do norte do Rio Alta da Noruega, onde a temperatura da água não ultrapassa os 18º C durante 30 anos, com populações de águas quentes do Rio Dordogne da França onde as temperaturas anuais de água regularmente excedem os 20º C.

Os ovos de ambas as populações nasceram na Universidade de Oslo, onde terão sido criados a 12º ou a 20º C. As conclusões foram as seguintes: apesar dos diferentes ambientes naturais, ambas as populações tinham capacidades muito semelhantes quando o ambiente foi aquecido.

Quando criados à temperatura de 12ºC, os salmões de ambas as populações desenvolveram arritmias cardíacas entre os 21º e os 23º C – isto depois de uma frequência cardíaca máxima de 150 batimentos por minuto.

A grande descoberta terá ocorrido quando os pesquisadores descobriram que o aumento da temperatura de aclimatação do peixe fez subir a tolerância de temperatura.

Este assunto poderá ser desenvolvido através da consulta da revista Nature Communications.

Arquivado em:Pesca e Aquicultura Marcados com:alterações climáticas, aquicultura, aquicultura em águas doces, aquicultura em águas salgadas, mar, pesca, pesca marítima, rios, salmão, tolerância ao calor do salmão no Pacífico, Universidade de British Columbia., Universidade de Oslo

Peixes Marinhos Pelágicos: Atuns Não Param de Nadar, Yo

9 de Maio, 2019 by olinda de freitas 3 Comentários

Peixes marinhos pelágicos, os atuns despendem todo o seu tempo de vida junto à superfície de águas tropicais, subtropicais ou temperadas, sendo espécies que se movem constantemente e que efectuam migrações de longas distâncias à procura de alimento ou para se reproduzirem.

Bons nadadores e consumidores brutais de oxigénio: os atuns, peixes marinhos pelágicos

Os atuns são excelentes nadadores, por longos períodos e com uma capacidade de nadar a grande velocidade consumindo elevadas quantidades de oxigénio. Contrariamente à grande maioria dos restantes, que contraem os maxilares e os músculos operculares a fim de bombear a água para as brânquias, estes peixes marinhos pelágicos nadam de boca aberta forçando a entrada da água nas brânquias.

A respiração branquial é um método eficiente que obriga a passagem de grandes quantidades de água pelas brânquias sem grande desgaste energético, não obstante um grande inconveniente: o de não poderem parar de mover-se sob pena de morrerem sufocados.

Pela constante necessidade de movimento, e a fim de manter o sangue oxigenado, o metabolismo muscular dos atuns gera calor
constante. É certo que estes peixes marinhos pelágicos podem libertar o excesso de calor – no entanto, é também esta característica
que os torna aptos a migrar para águas mais frias.

De todos os peixes ósseos, os atuns são os únicos que possuem a capacidade de controlar a temperatura corporal através de um sistema de termoregulação – uma aptidão que lhes é conferida pela complexidade estrutural da rede sanguínea permitindo, desta feita, o aquecimento do sangue arterial através do sangue venoso que flui nos tecidos musculares e também pela capacidade de controlar a passagem do fluxo sanguíneo em alguns dos vasos.

Atuns comem outros peixes marinhos pelágicos, crustáceos e cetáceos

No que à alimentação diz respeito, os atuns maiores alimentam- se de outras espécies de peixes marinhos pelágicos e posicionam-se
no topo da cadeia trófica. Já os atuns mais pequenos, em idade e em espécie, alimentam-se de zooplâncton –  sobretudo crustáceos e constituem alimento de outros peixes e cetáceos.

Esta espécie de peixes marinhos pelágicos faz sempre a desova em águas superficiais cuja temperatura à superfície é igual ou superior a 24º C. Há estudos que atestam que o atum voador e o atum patudo fazem migrações de zonas de alimentação temperadas para áreas de reprodução tropicais.

O atum rabilho do Atlântico, o atum rabilho do Pacífico e o atum do Sul têm a particularidade de desovar, respectivamente, em áreas muito restritas do Atlântico, Pacífico e Índico.

Estes peixes marinhos pelágicos possuem um corpo fusiforme, alongado e lateralmente comprido. têm também duas barbatanas dorsais separadas por um pequeno espaço. Os raios anteriores da primeira dorsal são bastante maiores do que os posteriores – o que confere à barbatana um aspecto côncavo.

Depois há a particularidade das barbatanas: a segunda barbatana pode ser inferior, igual ou maior que a primeira no que concerne à altura; a segunda barbatana dorsal é seguida de 7 a 10 pínulas de cor variável; as barbatanas peitorais possuem comprimento variável, dependendo da espécie e idade do indivíduo.

Os atuns são ainda donos de um pedúnculo caudal esguio e uma quilha lateral de cada um dos lados – cada uma delas entre duas quilhas mais pequenas.

Mais curiosidades sobre os atuns podem ser encontradas neste site.

Arquivado em:Pesca e Aquicultura Marcados com:atuns, mar, Peixes marinhos pelágicos, pesca, pesca marítima

Áreas Marinhas em Portugal: uma Diversidade

3 de Março, 2019 by olinda de freitas Deixe um comentário

Estatuto de protecção das áreas marinhas

Existem áreas marinhas com estatuto de protecção que abrangem as partes costeiras e que são, por isso, relevantes para a actividade da pesca. Dentro das áreas marinhas existe a classificação de Parques Naturais, onde se destacam o Parque Natural do Litoral Norte, a Arrábida, o Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, o Vale do Guadiana e a Ria Formosa.

O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina

A área marinha do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina é uma faixa que se estende desde o nível máximo da preia-mar nas marés vivas até 2 km da linha de costa.

Inclui os fundos e a água do mar, bem como todos os recifes, rochedos emersos e ilhéus, desde a Praia de São Torpes junto ao Cabo de Sines, até à Praia do Burgau no barlavento algarvio, com uma superfície aproximada de 29 000 hectares.

Reservas naturais

Com estatuto de reservas naturais estão classificadas as seguintes áreas marinhas: as Berlengas, o Estuário do Tejo, o Estuário do Sado, o Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António.

Nestas zonas, ao nível de regulação da actividade de pesca e de apanha, são relevantes a regulamentação da apanha de percebe nas Berlengas e no Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

No Parque Natural da Arrábida, incluindo uma área marinha que vai aproximadamente até às duas milhas da costa, no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e nas Berlengas, existem restrições específicas à pesca e apanha até uma milha de distância à linha da costa.

Como está legislado o ordenamento do território?

No que respeita ao ordenamento do território das áreas marinhas deve ser destacada a adopção de Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) no âmbito do Decreto-Lei n.º 309/93, de 2 de Setembro, que regulamenta a sua elaboração a aprovação. Os POOC são instrumentos de natureza regulamentar da competência da administração central que têm como objecto as águas marítimas costeiras e interiores e respectivos leitos e margens para as diversas zonas costeiras das áreas marinhas.

Importância da Rede Natura 2000: extensão às áreas marinhas

A Rede Natura 2000 é uma rede ecológica para o espaço Comunitário da União Europeia resultante da aplicação da Directiva n.º 79/409/CEE (Directiva Aves) e da Directiva n.º 92/43/CEE (Directiva Habitats) que tem como objectivo contribuir para assegurar a biodiversidade através da conservação dos habitats naturais e da fauna e da flora selvagens no território europeu dos Estados-membros em que o Tratado é aplicável.

Actualmente a Rede Natura 2000 é formada por Zonas de Protecção Especial (ZPE), estabelecidas ao abrigo da Directiva Aves, que se destinam essencialmente a garantir a conservação das espécies de aves e seus habitats, e por Zonas Especiais de Conservação (ZEC), criadas ao abrigo da Directiva Habitats. Mas o que importa mesmo salientar é que está em curso a extensão da Rede Natura 2000 ao meio marinho e às áreas marinhas, processo da responsabilidade do ICNB (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas).

As áreas marinhas portuguesas têm protecção, e beleza, distribuída entre parques naturais, reservas naturais. A caminho está também a extensão da rede ecológica natura 2000.

Arquivado em:Pesca e Aquicultura Marcados com:áreas marinhas, Berlengas, Costa Vicentina, ICNB, mar, o Estuário do Sado, o Estuário do Tejo, o Sapal de Castro Marim, parque natural, pesca, pesca marítima, Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC), Rede Natura 2000, Reservas naturais, Sudoeste Alentejano, Vila Real de Santo António

Safra do Atum nos Açores Desce 50%…Mas… É Bonito!

6 de Janeiro, 2019 by olinda de freitas Deixe um comentário

Este ano verifica-se, no que concerne à safra do atum nos Açores, uma quebra de metade das capturas relativamente ao ano anterior. Refira-se que a safra do atum é decisiva para o volume de pescado na região de acordo com o site Obervador, apesar da realidade de os anos na pesca se pautar pela atipicidade.

2013, um ano em que a frota açoriana capturou 4400 toneladas enquanto este ano este valor caiu para as 2.200 toneladas…

No ano passado, a esta altura, a frota açoriana capturou 4400 toneladas enquanto este ano este valor caiu para as 2.200 toneladas: uma verdadeira catástrofe para a economia do sector. Uma das espécies de atum com mais peso, o bonito que dá alguma esperança de descanso aos pescadores durante o Inverno na safra do atum, teve apenas uma captura de 663 toneladas. Para se ter bem a ideia, em 2013 o valor foi de duas mil.

É preciso perceber que não são apenas os pescadores associados aos atuneiros que vão para a pesca do atum. Também as embarcações locais e costeiras, praticantes de vários tipos de pescaria, vão pescar o bonito na costa. Em boa verdade “A pesca do atum é uma mais-valia para todos os armadores e pescadores que desenvolvem esta actividade no Pico, São Miguel, Santa Maria e Flores”.

Talvez o grande problema da safra do atum deste ano tenha sido o facto de que o atum, como uma espécie migratória, passou este ano pelas águas açorianas em zonas profundas e menos à superfície – impedindo assim a sua captura e criando á economia do sector um grave problema para o inverno que se aproxima.

Porquê que o atum, em geral, e dos Açores em particular, é uma riqueza: ser bonito

O atum bonito é uma entre muitas variedades de atum apresentando-se, no entanto, algumas delas em vias de extinção. Estão, lamentavelmente, na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) as espécies de atum rabilo, patudo, voador e albacore.

O bonito, a par do atum voador, patudo, albacora e o rabilho passam nas águas dos Açores a caminho do Mediterrâneo. É nesta altura que são capturados pela frota atuneira açoriana contribuindo assim, de forma decisiva, a safra do atum, para o rendimento anual dos pescadores e armadores.

Comer peixe, e gordo como é o atum, é uma recomendação de referência da prática da alimentação saudável. Conciliar de forma sustentável estes dois interesses é uma escolha muito feliz.

Na hora de escolher o peixe, durante as compras, no caso do atum, optar pela variedade bonito ou gaiado, um termo também muito usado, é uma excelente opção. Ademais, o bonito não necessita de proteção porque não está em vias de ser extinto.

Importante mesmo será procurar preferencialmente os exemplares de atum bonito, fresquinho, acabado de chegar dos Açores. Dono de uma carne macia e suculenta possui valores nutricionais benéficos na prevenção de muitas doenças – e insubstituíveis.

Mais sobre a lista vermelha de extinção poderá ser obtida aqui.

Arquivado em:Pesca e Aquicultura Marcados com:açores, mar, pesca, pesca do atum, pesca marítima, safra do atum

Nem todos os peixes são bons como aqueles que se sentam à mesa…

23 de Dezembro, 2018 by António Sousa 2 Comentários



Introdução

O mar é um vasto e misterioso ambiente que abriga uma infinidade de espécies, muitas das quais são desconhecidas para a maioria das pessoas. Entre essas espécies, encontram-se alguns dos peixes mais perigosos do mundo. Este artigo explora algumas dessas criaturas marinhas, destacando suas características, habitats e os perigos que representam. Para entender melhor a diversidade marinha, pode-se explorar as áreas marinhas em Portugal.

Peixe Escorpião

Descrição e Habitat

O Peixe Escorpião é uma espécie venenosa, frequentemente encontrada na costa portuguesa. Com mais de 350 variantes, este peixe vive em rochas, areia ou lodo.

Alimentação

Alimenta-se de peixes, crustáceos e moluscos.

Perigos e Precauções

O contato com este peixe pode ser fatal. É essencial evitar tocar nele e procurar ajuda médica imediata em caso de contato.

Peixe Aranha

Identificação e Habitat

O Peixe Aranha é identificado pela sua cor preta e espinhos venenosos localizados nos opérculos branquiais e na primeira barbatana dorsal. Vive afastado das praias, mas pode ser encontrado debaixo da areia.

Perigos e Tratamento

A picada deste peixe é extremamente dolorosa. O tratamento inicial inclui imersão da área afetada em água quente ou aproximação de um cigarro aceso. Analgésicos e injeções locais podem ser necessários posteriormente.

Mais Veneno

Ratão

Descrição e Habitat

O Ratão pode ser encontrado em baías, estuários e alto mar, muitas vezes em grupos.

Alimentação

Alimenta-se de crustáceos, moluscos e peixes.

Perigos

A cauda do Ratão possui espinhos venenosos que causam feridas dolorosas.

Tremelga

Descrição e Habitat

A Tremelga vive junto à costa em superfícies macias e pode frequentar áreas mais profundas do mar.

Alimentação

Alimenta-se de pequenos peixes e invertebrados.

Perigos

Este peixe pode infligir choques elétricos superiores a 200 volts.

Moreia

Descrição e Habitat

A Moreia é uma espécie noturna e territorial que habita buracos nas rochas ou corais.

Alimentação

Alimenta-se de peixes e cefalópodes.

Perigos

Raramente ataca, mas sua mordida pode ser extremamente perigosa.

Tintureira

Descrição e Habitat

A Tintureira é encontrada principalmente nos mares dos Açores.

Alimentação

Alimenta-se de peixes, pequenos tubarões, lulas e aves marinhas.

Perigos

Esta espécie é potencialmente perigosa para humanos.

Quem é o Barracuda?

Descrição e Habitat

O Barracuda pode ser encontrado tanto junto à costa quanto em alto mar.

Alimentação

Alimenta-se de peixes, crustáceos e cefalópodes.

Perigos

Este peixe é extremamente agressivo e sua carne é tóxica para humanos.

Conclusão

O mar abriga muitas espécies perigosas que requerem cautela e respeito. Conhecer essas criaturas e seus habitats é essencial para evitar acidentes e apreciar a beleza do oceano de forma segura. Para saber mais sobre a biodiversidade marinha, pode-se explorar a safra do atum nos Açores.

Peixe Escorpião

Descrição e Habitat

O Peixe Escorpião, conhecido cientificamente como Scorpaenidae, é uma espécie venenosa que habita principalmente as águas costeiras. Com mais de 350 variantes, este peixe é bastante comum na costa portuguesa. Caracteriza-se por possuir espinhos venenosos que podem ser fatais para quem os toca. O Peixe Escorpião prefere viver em ambientes rochosos, arenosos ou lodosos, onde se camufla facilmente graças à sua coloração que varia entre tons de vermelho, marrom e amarelo.

Alimentação

A dieta do Peixe Escorpião é bastante diversificada, incluindo:

  • Peixes pequenos: Constituem a maior parte da sua alimentação.
  • Crustáceos: Como camarões e caranguejos.
  • Moluscos: Incluindo lulas e polvos.

Este peixe é um predador paciente, utilizando sua camuflagem para se esconder e atacar suas presas de surpresa. A sua técnica de caça é eficiente, permitindo-lhe capturar uma variedade de organismos marinhos.

Perigos e Precauções

O Peixe Escorpião é extremamente perigoso devido aos seus espinhos venenosos. O veneno pode causar dor intensa, inchaço, necrose dos tecidos e, em casos graves, pode ser fatal. Aqui estão algumas precauções a serem tomadas:

  1. Evitar o contato: Sempre que possível, evite tocar ou manusear este peixe.
  2. Uso de equipamento de proteção: Ao mergulhar ou pescar em áreas onde o Peixe Escorpião é comum, utilize luvas e calçados de proteção.
  3. Tratamento imediato: Em caso de picada, é crucial procurar atendimento médico imediatamente. O tratamento pode incluir:
    • Imersão da área afetada em água quente para neutralizar o veneno.
    • Administração de analgésicos para aliviar a dor.
    • Em casos graves, pode ser necessária a aplicação de antiveneno.

O Peixe Escorpião é uma espécie fascinante, mas que exige respeito e cautela. Conhecer suas características e comportamentos pode ajudar a evitar acidentes e garantir uma interação segura com o ambiente marinho.

Peixe Aranha

Identificação e Habitat

O Peixe Aranha, conhecido cientificamente como Trachinus draco, é uma espécie venenosa que se destaca pela sua coloração preta. Este peixe possui espinhos venenosos localizados junto de cada opérculo branquial e na primeira barbatana dorsal. Estes espinhos são a principal característica que permite a sua identificação.

O habitat do Peixe Aranha é bastante variado. Normalmente, encontra-se afastado das praias, mas pode ser visto debaixo da areia, quase à superfície. Este comportamento torna-o difícil de detectar, aumentando o risco de contacto acidental. O Peixe Aranha é comum em águas costeiras e pode ser encontrado em várias regiões da Europa, incluindo a costa portuguesa.

Perigos e Tratamento

O Peixe Aranha é conhecido pelo seu veneno potente, que pode causar dor intensa e outros sintomas graves. A picada deste peixe é um verdadeiro tormento, devido aos espinhos venenosos que possui. Mesmo após a morte, o veneno do Peixe Aranha pode permanecer ativo durante várias horas, representando um perigo contínuo.

Os sintomas de uma picada de Peixe Aranha incluem:

  1. Dor intensa e imediata
  2. Inchaço e vermelhidão na área afetada
  3. Náuseas e vómitos
  4. Dificuldade em respirar (em casos graves)

Para tratar uma picada de Peixe Aranha, é essencial agir rapidamente. Devido à característica termolábil do veneno, o tratamento por calor é altamente recomendado. Aqui estão alguns passos a seguir:

  1. Imersão em água quente: Mergulhar a área afetada em água à temperatura máxima suportável pode ajudar a decompor o veneno.
  2. Aproximação de uma fonte de calor: Aproximar um cigarro aceso à menor distância possível da picada pode ser uma solução temporária.
  3. Analgésicos: Após a primeira meia hora, o uso de analgésicos pode ajudar a atenuar a dor.
  4. Injeções locais: Em casos mais graves, injeções locais podem ser necessárias para aliviar a dor.

A prevenção é sempre a melhor abordagem. Evitar áreas conhecidas por abrigar Peixes Aranha e usar calçado adequado ao caminhar em águas rasas pode reduzir significativamente o risco de picadas.

Mais Veneno

Ratão

Descrição e Habitat

O Ratão, também conhecido como raia, é uma espécie que pode ser encontrada tanto em baías e estuários quanto em alto mar. Frequentemente, esses peixes formam grupos, o que aumenta a probabilidade de encontros com humanos.

Alimentação

A dieta do Ratão é composta por:

  • Crustáceos
  • Moluscos
  • Peixes

Perigos

A cauda do Ratão possui um ou mais espinhos venenosos com bordos serrilhados. Estes espinhos podem causar feridas extremamente dolorosas. Em caso de picada, é essencial procurar tratamento médico imediato para evitar complicações.

Imagem sugerida: Uma ilustração detalhada de um Ratão, destacando os espinhos venenosos na cauda.

Tremelga

Descrição e Habitat

A Tremelga é um peixe que se alimenta de pequenos peixes e alguns invertebrados. Este peixe é conhecido por sua capacidade de infligir choques elétricos superiores a 200 volts.

Alimentação

A Tremelga consome:

  • Pequenos peixes
  • Invertebrados

Perigos

Os choques elétricos da Tremelga podem ser bastante perigosos, especialmente para mergulhadores e pescadores. É aconselhável manter uma distância segura ao avistar este peixe.

Moreia

Descrição e Habitat

A Moreia é uma espécie noturna e territorial que habita buracos nas rochas ou nos corais. Este peixe é mais ativo durante a noite e raramente ataca, a menos que seja provocado.

Alimentação

A dieta da Moreia inclui:

  • Peixes
  • Cefalópodes

Perigos

Embora a Moreia raramente ataque, suas mordidas são extremamente perigosas. Este peixe tem a capacidade de arrancar membros humanos, tornando-o uma ameaça significativa.

Tintureira

Descrição e Habitat

A Tintureira é uma espécie oceânica que pode ser encontrada perto da costa em algumas regiões, especialmente nos mares dos Açores. Este peixe é mais comum em águas profundas.

Alimentação

A Tintureira alimenta-se de:

  • Peixes
  • Pequenos tubarões
  • Lulas
  • Aves marinhas (ocasionalmente)

Perigos

A Tintureira é potencialmente perigosa para humanos. Para pescá-la, utiliza-se isco de carne em sangue. É essencial ter cautela ao nadar em áreas onde este peixe é comum.

Conclusão

Os mares abrigam diversas espécies de peixes venenosos e perigosos. Conhecer suas características e comportamentos é crucial para evitar acidentes. Aqui está um resumo dos principais pontos:

  • Ratão: Espinhos venenosos na cauda.
  • Tremelga: Choques elétricos de até 200 volts.
  • Moreia: Mordidas extremamente perigosas.
  • Tintureira: Potencialmente perigosa para humanos.

Manter-se informado e tomar precauções adequadas pode garantir uma experiência segura no mar. Para mais informações sobre a pesca sustentável, pode-se consultar os limites à pesca da sardinha.

Quem é o Barracuda?

Descrição e Habitat

O barracuda é um peixe conhecido pela sua aparência impressionante e comportamento agressivo. Este predador pode ser encontrado tanto junto à costa como em alto mar. Com um corpo alongado e dentes afiados, o barracuda é facilmente reconhecível. A sua coloração varia entre o cinzento e o prateado, com algumas espécies apresentando manchas escuras ao longo do corpo.

Habitualmente, o barracuda prefere águas tropicais e subtropicais, sendo comum em recifes de coral e áreas costeiras. No entanto, também pode ser encontrado em mar aberto, onde caça em busca de alimento. A sua capacidade de adaptação a diferentes ambientes marinhos torna-o um predador versátil e eficaz.

Alimentação

A dieta do barracuda é composta principalmente por outros peixes, crustáceos e cefalópodes. Este predador utiliza a sua velocidade e agilidade para capturar presas, atacando com rapidez e precisão. Entre os alimentos preferidos do barracuda, destacam-se:

  • Sardinhas
  • Lulas
  • Polvos
  • Peixes menores

Para pescá-lo, utiliza-se frequentemente a técnica de pesca ao corrico, empregando sardinha ou outros peixes como isco, além de iscos artificiais. A sua voracidade e habilidade de caça fazem do barracuda um dos predadores mais temidos do oceano.

Perigos

O barracuda é uma espécie extremamente agressiva, capaz de provocar ferimentos graves em humanos. A sua mordida poderosa pode causar lacerações profundas, sendo essencial ter cuidado ao nadar em áreas onde este peixe é comum. Além disso, a carne do barracuda pode ser tóxica para o ser humano, devido à presença de ciguatoxina, uma toxina que pode causar intoxicação alimentar.

Para evitar acidentes com barracudas, recomenda-se:

  1. Evitar nadar em áreas conhecidas pela presença deste peixe.
  2. Não usar objetos brilhantes ou joias que possam atrair a atenção do barracuda.
  3. Manter uma distância segura ao avistar um barracuda.

Em resumo, o barracuda é um peixe fascinante e perigoso, cuja presença no mar exige respeito e precaução. A sua agressividade e capacidade de infligir danos tornam-no um dos predadores mais temidos do oceano.

Conclusão

Resumo dos Principais Pontos

O mar é um habitat vasto e diversificado, abrigando uma variedade de peixes, alguns dos quais são extremamente perigosos. Ao longo deste artigo, exploramos várias espécies de peixes venenosos e agressivos que podem ser encontrados nas águas portuguesas e em outras partes do mundo. Aqui estão os principais pontos discutidos:

  1. Peixe Escorpião: Conhecido por suas mais de 350 variantes, este peixe venenoso é comum na costa portuguesa e pode ser fatal ao toque.
  2. Peixe Aranha: Identificável pela sua cor preta e espinhos venenosos, este peixe pode causar dor intensa e requer tratamento imediato com calor.
  3. Ratão: Esta raia possui espinhos venenosos na cauda, capazes de provocar feridas dolorosas.
  4. Tremelga: Capaz de infligir choques elétricos superiores a 200 volts, este peixe é encontrado frequentemente perto da costa.
  5. Moreia: Uma espécie noturna e territorial, a moreia raramente ataca, mas suas mordidas podem ser extremamente perigosas.
  6. Tintureira: Este tubarão oceânico pode ser encontrado perto da costa e é potencialmenteperigoso para os humanos.
  7. Barracuda: Conhecido por sua agressividade, este peixe pode causar ferimentos graves e sua carne é tóxica para os humanos.

Tabela de Prós e Contras

Para facilitar a compreensão dos perigos e características de cada espécie, apresentamos uma tabela de prós e contras:

Espécie Prós Contras
Peixe Escorpião – Variedade de espécies
– Comum na costa portuguesa
– Venenoso e potencialmente fatal
Peixe Aranha – Identificação fácil pela cor preta – Espinhos venenosos
– Dor intensa
Ratão – Presença em baías e estuários – Espinhos venenosos na cauda
– Feridas dolorosas
Tremelga – Capacidade de infligir choques elétricos – Choques superiores a 200 volts
– Frequente perto da costa
Moreia – Noturna e territorial
– Raramente ataca
– Mordidas extremamente perigosas
– Pode arrancar membros
Tintureira – Presença nos mares dos Açores – Potencialmente perigoso para humanos
– Alimenta-se de pequenos tubarões
Barracuda – Agressividade
– Alimenta-se de peixes, crustáceos e cefalópodes
– Carne tóxica para humanos
– Pode causar ferimentos graves

Em resumo, o conhecimento sobre essas espécies perigosas é crucial para garantir a segurança ao explorar o ambiente marinho. Este artigo destacou as características, habitats e perigos associados a cada uma dessas espécies, fornecendo uma visão abrangente dos riscos que o mar pode apresentar.

Imagem sugerida: Uma tabela comparativa das espécies mencionadas, destacando os prós e contras de cada uma.

Perguntas Frequentes

O que é o Peixe Escorpião?

O Peixe Escorpião, cientificamente conhecido como Scorpaenidae, é uma espécie venenosa encontrada principalmente nas águas costeiras. Possui espinhos venenosos que podem ser fatais ao toque.

Como identificar o Peixe Aranha?

O Peixe Aranha, ou Trachinus draco, é identificado pela sua coloração preta e espinhos venenosos localizados nos opérculos branquiais e na primeira barbatana dorsal.

Quais são os perigos do Ratão?

O Ratão possui espinhos venenosos na cauda que podem causar feridas dolorosas. É essencial procurar tratamento médico imediato em caso de picada.

Como tratar uma picada de Peixe Aranha?

O tratamento inicial inclui imersão da área afetada em água quente para decompor o veneno, uso de analgésicos e, em casos graves, injeções locais.

Onde vive a Tremelga?

A Tremelga habita superfícies macias junto à costa e pode frequentar áreas mais profundas do mar. É conhecida por infligir choques elétricos superiores a 200 volts.

O que torna a Moreia perigosa?

A Moreia raramente ataca, mas suas mordidas são extremamente perigosas e podem arrancar membros humanos.

Qual é o habitat da Tintureira?

A Tintureira é encontrada principalmente nos mares dos Açores e em águas profundas. É potencialmente perigosa para humanos.

Por que o Barracuda é perigoso?

O Barracuda é extremamente agressivo e sua mordida pode causar ferimentos graves. Além disso, sua carne é tóxica para humanos devido à presença de ciguatoxina.

Como evitar acidentes com peixes venenosos?

Evitar tocar ou manusear peixes venenosos, usar equipamento de proteção ao mergulhar ou pescar, e procurar atendimento médico imediato em caso de picada são medidas essenciais para evitar acidentes.

Quais são os sintomas de uma picada de Peixe Aranha?

Os sintomas incluem dor intensa e imediata, inchaço, vermelhidão, náuseas, vómitos e, em casos graves, dificuldade em respirar.

Arquivado em:Pesca e Aquicultura Marcados com:apanha de produtos de águas interiores, aquicultura, aquicultura em águas doces, aquicultura em águas salgadas, aquicultura em águas salobras, costa, espécie, fundo, mar, peixe, peixes venenosos, pesca, pesca em águas interiores, pesca marítima, picadela, veneno, venenoso

Pesca da Sardinha Feliz com Peso e Medida Comunitária

23 de Novembro, 2018 by olinda de freitas 1 comentário

A pesca da sardinha a sul, na Costa Algarvia, volta a ser possível depois de algumas vicissitudes conforme indicação do site Sul Informação. Em causa estaria a pesagem para venda de contentores de pequenos peixes pelágicos com mistura, pelo que com a finalidade de ser encontrada uma solução dentro dos parâmetros legais reuniram a DGRM, a administração da Docapesca e as organizações de produtores.

Embarcações da pesca da sardinha no Algarve já podem voltar ao mar

Olhão, Portimão e Quarteira estiveram uns dias sem lançar as embarcações da pesca da sardinha por se encontrarem em protesto contra a imposição de um novo método de pesagem do pescado resultante de imposições dos regulamentos comunitários.

Da reunião realizada em Lisboa saiu uma resolução que passa por um novo método de pesagem por amostragem das dornas, isto é, os contentores nos quais, ainda em alto mar, os pequenos pelágicos capturados pela frota de cerco – sardinha mas também carapau e cavala – são acondicionados em água e gelo por forma a manter a sua qualidade.

Esta metodologia de pesagem encontrada para a venda de contentores de pequenos pelágicos com mistura revela-se, de acordo com os intervenientes, «coerente com as especificidades muito próprias do sector do cerco» e «enquadra-se na legislação em vigor».

A importância da pesca da sardinha e da comunidade de peixes pelágicos da Costa Sul

A pesca da sardinha e de peixes pelágicos é de extrema importância na Costa Sul. Existe, de resto, uma comunidade de peixes pelágicos diversa na costa sul onde está representada a sardinha, a cavala, a boga, o biqueirão e várias espécies de carapau (branco, negrão e do Mediterrâneo). Sabe-se, entretanto, que costa sudoeste a boga e a cavala dominam as amostras.

Estas são conclusões da campanha Pelago14 promovida pelo Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA), cobrindo a zona da plataforma continental entre Gibraltar e Lisboa com extensão até Caminha. O objectivo deste estudo é avaliar a abundância de peixes pelágicos (sardinha, biqueirão, cavala, carapau) pelo método do rastreio acústico.

A ocorrência de 14 peixes-lua (Mola mola) com comprimentos de 36 a 50 cm é um detalhe deste estudo pelo facto de, apesar de a espécie ser comum nestas campanhas, o número de ocorrências no período estudado ter sido relativamente elevado.

Refira-se que todos os exemplares, não se tratou de pesca da sardinha, foram libertados vivos após o respectivo registo dos seus dados biométricos e aqui fica uma curiosidade: o peixe-lua é o maior peixe ósseo conhecido e habita as zonas temperadas dos Oceanos Atlântico e Pacífico além de não ter barbatana caudal, pois desloca-se com movimentos sincronizados das barbatanas dorsal e anal e alimenta-se de zooplâncton e de pequenos peixes. É, igualmente, portador de uma grande carga de parasitas.

As organizações de produtores têm tido uma enorme importância nestas campanhas, inclusive no estudo com o objectivo de estimar a biomassa de sardinha adulta pelo Método de Produção Diária de Ovos. Não interessa só a pesca da sardinha…

Arquivado em:Pesca e Aquicultura Marcados com:Algarve, Costa Sul, mar, peixes pelágicos, pesca, pesca da sardinha, pesca marítima

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