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Terra Animal

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Limites à Pesca da Sardinha Por Quem Não Pesca de Pesca

11 de Dezembro, 2018 by olinda de freitas Deixe um comentário

Os limites à pesca da sardinha vão manter-se inalteráveis visto que não existem evidências de que a armazenagem tem sofrido aumentos. Esta é uma informação dada pela ministra Assunção Cristas e disponibilizada pelo site Observador.

Proibida em Setembro, limites à pesca da sardinha permanecem inalteráveis e Portugal terá de cumprir com os objectivos a que está vinculado juntamente com Espanha

Em causa está o eventual aumento do total admissível de captura (TAC) da sardinha. Recorde-se que a pesca da sardinha foi proibida no dia 19 de Setembro e a ministra da Agricultura e do Mar disse, a este respeito, que “não há revisão possível nesta matéria”, mas existe “a preocupação de colher mais estudos e perceber se é possível provar cientificamente que o “stock” está a melhorar”.

Sem novas provas científicas, que sejam confirmadas posteriormente pelas entidades internacionais, Portugal terá de cumprir com os objeCtivos a que está vinculado juntamente com Espanha – esta é uma afirmação da governante que é incompatível com os objectivos da Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco (ANOPCERCO) que, por voz do seu presidente, terá anunciado recentemente que vai pedir uma revisão do plano de gestão para a pesca da sardinha e dos limites de captura.

“Estamos a fazer pressão junto do Governo para que o modelo de avaliação que neste momento está em vigor para este recurso [sardinha] e o plano de gestão português e espanhol que está aprovado sejam revistos”.

Fala quem sabe e quem representa os pescadores e não quem pesca nada sobre pesca nem sardinha, não é? Aumentar os limites à pesca da sardinha parece ser uma questão incontornável visto que em causa estará mesmo a sobrevivência em todo o ciclo desta pesca.

Os alertas para a revisão dos limites à pesca da sardinha por forma a evitarem o afogamento do sector têm chegado sem, no entanto, chegarem ao céu da inteligência da ministra

O representante da Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco possui a clara convicção de que, “se em 2015 esta frota tiver outra vez cerca de 150 a 200 dias de proibição de pesca da sardinha não irá sobreviver, nem os tripulantes, nem toda a fileira”. Esta é uma chamada de atenção para a inflexibilidade relativa aos limites à pesca da sardinha que não se coadunam com a realidade.

Já em inícios deste mês pescadores do porto de pesca de Matosinhos exigiram ao Governo uma resposta urgente aos “imensos problemas” que a recente interdição e limites à pesca da sardinha lhes coloca: uma situação se pode tornar em verdadeira calamidade para o sector. Em causa, Senhora ministra, está o dinheirinho que alimenta as bocas ao fim do mês. É como em sua casa: se lhe tirarem a fonte de sustento, como é? Vai ficar a aguardar as evidências de terceiros sobre poupanças?

Mais informação sobre a proibição e limites à pesca da sardinha poderá ser consultada nesta portaria.

Arquivado em:Pesca e Aquicultura Marcados com:limites à pesca da sardinha, mar, pesca, sardinha

Pesca da Sardinha Feliz com Peso e Medida Comunitária

23 de Novembro, 2018 by olinda de freitas 1 comentário

A pesca da sardinha a sul, na Costa Algarvia, volta a ser possível depois de algumas vicissitudes conforme indicação do site Sul Informação. Em causa estaria a pesagem para venda de contentores de pequenos peixes pelágicos com mistura, pelo que com a finalidade de ser encontrada uma solução dentro dos parâmetros legais reuniram a DGRM, a administração da Docapesca e as organizações de produtores.

Embarcações da pesca da sardinha no Algarve já podem voltar ao mar

Olhão, Portimão e Quarteira estiveram uns dias sem lançar as embarcações da pesca da sardinha por se encontrarem em protesto contra a imposição de um novo método de pesagem do pescado resultante de imposições dos regulamentos comunitários.

Da reunião realizada em Lisboa saiu uma resolução que passa por um novo método de pesagem por amostragem das dornas, isto é, os contentores nos quais, ainda em alto mar, os pequenos pelágicos capturados pela frota de cerco – sardinha mas também carapau e cavala – são acondicionados em água e gelo por forma a manter a sua qualidade.

Esta metodologia de pesagem encontrada para a venda de contentores de pequenos pelágicos com mistura revela-se, de acordo com os intervenientes, «coerente com as especificidades muito próprias do sector do cerco» e «enquadra-se na legislação em vigor».

A importância da pesca da sardinha e da comunidade de peixes pelágicos da Costa Sul

A pesca da sardinha e de peixes pelágicos é de extrema importância na Costa Sul. Existe, de resto, uma comunidade de peixes pelágicos diversa na costa sul onde está representada a sardinha, a cavala, a boga, o biqueirão e várias espécies de carapau (branco, negrão e do Mediterrâneo). Sabe-se, entretanto, que costa sudoeste a boga e a cavala dominam as amostras.

Estas são conclusões da campanha Pelago14 promovida pelo Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA), cobrindo a zona da plataforma continental entre Gibraltar e Lisboa com extensão até Caminha. O objectivo deste estudo é avaliar a abundância de peixes pelágicos (sardinha, biqueirão, cavala, carapau) pelo método do rastreio acústico.

A ocorrência de 14 peixes-lua (Mola mola) com comprimentos de 36 a 50 cm é um detalhe deste estudo pelo facto de, apesar de a espécie ser comum nestas campanhas, o número de ocorrências no período estudado ter sido relativamente elevado.

Refira-se que todos os exemplares, não se tratou de pesca da sardinha, foram libertados vivos após o respectivo registo dos seus dados biométricos e aqui fica uma curiosidade: o peixe-lua é o maior peixe ósseo conhecido e habita as zonas temperadas dos Oceanos Atlântico e Pacífico além de não ter barbatana caudal, pois desloca-se com movimentos sincronizados das barbatanas dorsal e anal e alimenta-se de zooplâncton e de pequenos peixes. É, igualmente, portador de uma grande carga de parasitas.

As organizações de produtores têm tido uma enorme importância nestas campanhas, inclusive no estudo com o objectivo de estimar a biomassa de sardinha adulta pelo Método de Produção Diária de Ovos. Não interessa só a pesca da sardinha…

Arquivado em:Pesca e Aquicultura Marcados com:Algarve, Costa Sul, mar, peixes pelágicos, pesca, pesca da sardinha, pesca marítima

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