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Terra Animal

Blog Vertical dedicado a Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca

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A árvore, a república e a festa que é ter florestas

2 de Fevereiro, 2019 by olinda de freitas Deixe um comentário

As árvores, cada árvore, são importantíssimas, não só pela produção de oxigénio, como pela poesia com que desenham as paisagens e também as nossas raízes. No entanto, são as árvores jovens que – por produzirem gás carbónico em menos quantidade – asseguram a nossa qualidade de vida naquilo que é respirar – daí a importância da arborização e rearborização (enquadramento legal de arborização e rearborização: aqui).

Bem visto há, em cada árvore, na floresta, um monumento natural que importa preservar e cultivar. Que vivam as florestas!

A árvore e a 1ª República

Não, não há engano nesta relação: o culto da árvore, a Festa da Árvore, a classificação e proteção de árvores notáveis, o reconhecimento dos benefícios da arborização e da silvicultura, a necessidade de cooperação e diálogo entre os agentes que contribuem para a modernização florestal – valores e símbolos com imenso significado nos ideais da 1.ª República, ainda se mantêm.

Impressionante, não é?

Ao culto da árvore está associado a manifestações cívico-pedagógicas, valores republicanos – a fraternidade, a educação e o culto da pátria -, designadas de Festas da Árvore como:

  • a criação da Associação Protectora da Árvore tão fulcral para o desenvolvimento florestal do país;
  • a propaganda sistemática a favor da árvore através de festas, conferências, plantações comemorativas e publicação de artigos de jornal e livros alusivos;
  • a classificação e protecção das árvores notáveis;
  • a aposta na reorganização e modernização da Administração Florestal, de que as Conferências Florestais de 1914, 1915, 1916 e 1917 são exemplo;
  • a intensificação do regime florestal vocacionado para a arborização das dunas do litoral e do interior montanhoso e serrano.

Estava assim iniciado um movimento cultural e cívico de celebração dos benefícios da Árvore e da Floresta, constando essencialmente da plantação de árvores, de um ambiente festivo e de discursos de sensibilização a favor da árvore.

Como era na altura?

O cenário florestal do país era propício a este movimento – dada a significativa desarborização em que se encontrava e também as necessidades crescentes em madeira. Ao longo do século XIX, ocorreu uma significativa desarborização de folhosas, nomeadamente carvalhos e castanheiros; as serras do interior estavam profundamente erosionadas e era extremamente urgente e necessário secar pântanos e fixar dunas através da arborização. Logo no início do século (1901, 1903 e 1905) foi estabelecido o Regime Florestal, base jurídica para uma vasta acção do Estado em prol da arborização, nomeadamente em Baldios, e começam os primeiros trabalhos de arborização nas serras em parelha com os trabalhos de fixação de dunas.

Curiosidade

Em 1912 o Jornal “O Século Agrícola” lançou uma forte campanha de apelo à Festa da Árvore, à escala nacional, que encontrou o maior eco junto dos governantes, dos agricultores, das escolas, das associações e das autarquias. Presidente da República, Ministros e altos responsáveis da administração pública e do poder local presidiram às comemorações. Agricultores, viveiristas e Serviços Florestais asseguram o fornecimento das árvores a plantar e as açcões de propaganda eram levadas a cabo pelos professores, por prestigiados agricultores e técnicos agronómicos e florestais e ainda pelos sócios da Associação Protectora da Árvore, constituída formalmente em 1914 com vista à “propagação, defesa e culto da árvore“.

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Os incêndios nas florestas – um mal maior que é preciso queimar

1 de Janeiro, 2019 by olinda de freitas Deixe um comentário

A floresta e os incêndios

Os incêndios constituem uma das principais ameaças ao conjunto biológico que são as florestas e o seu combate passa pela eficiência das estruturas de vigilância, de alerta e de apoio por forma a minimizar os prejuízos materiais e humanos mas, antes de tudo, pela prevenção. O combate aos incêndios florestais assenta, por isso, em quatro critérios técnicos:

  • Tempos de chegada aos focos de incêndio no menor tempo possível, independentemente da dimensão da brigada e/ou do meio de mobilização, com o objectivo de controlar os incêndios na fase nascente;
  • Ataque inicial em massa, ou golpe único, mobilizando-se todos os meios necessários para assegurar o controle e total extinção dos fogos quando estes ainda estão no início;
  • Dano material e humano, priorizando-se os locais – perante a simultaneidade dos fogos – no sentido de se minimizar ao máximo os prejuízos.

Além do combate aos incêndios, também a avaliação das probabilidades de propagação dos mesmos – levando-se em consideração factores como a topografia, o declive do terreno, o vento, os combustíveis e a vegetação em perigo -assume-se como imprescindível.

Mas o que são, afinal, os incêndios?

Um incêndio é uma reacção de combustão (oxidação – redução) fortemente exotérmica, que se desenvolve geralmente de forma descontrolada, quer no tempo quer no espaço.

Para a eclosão de um fogo é necessária a conjugação simultânea de três factores indispensáveis:

  • Combustível – material que arde (vegetação);
  • Comburente – material em cuja presença o combustível pode arder (normalmente o ar, que contém cerca de 21 % de oxigénio em volume);
  • Energia de activação – energia mínima necessária para se iniciar a reacção, que é fornecida pela fonte de inflamação (ponta de cigarro).

Estes três factores constituem o que se costuma designar por triângulo do fogo. O desenvolvimento de um fogo está ainda dependente de um outro quarto factor, a ocorrência de uma reacção em cadeia, sem a qual não se dá a transmissão de calor de umas partículas de combustível para as outras. A inclusão deste último factor, como constituindo um requisito necessário ao desenvolvimento de um fogo, resulta no denominado tetraedro do fogo.

A prevenção e o combate

As técnicas de prevenção e de combate de incêndios fundamentam-se no conhecimento detalhado dos factores acima mencionados. A prevenção consiste em evitar a sua conjugação simultânea e o combate visa a extinção de um incêndio procurando eliminar um ou mais daqueles factores.

Nunca é demais lembrar que, além dos danos ambientais, os recursos humanos que têm como missão combater o fogo estão sempre vulneráveis e sujeitos aos produtos próprios e manifestos da combustão, todos eles susceptíveis de provocarem efeitos nefastos na saúde e segurança humanas, como o fumo, a chama, o calor e os gases libertados. É, por isso, continuamente urgente, a campanha de prevenção de incêndios nas florestas.

Arquivado em:Botânica e Floricultura, Silvicultura Marcados com:combate, combustão, cortiça, exploração florestal, florestas, fogo, incêndios, prevenção, repovoamento cinegético, resina, silvicultura, tetraedro do fogo, triângulo do fogo

As formigas e a agricultura: Como podem afetar a agricultura

30 de Dezembro, 2018 by Diana Lopes Deixe um comentário

As formigas podem ser um verdadeiro problema na agricultura e também na sua horta de quintal ou varanda. A verdade é que estas podem ser uma verdadeira praga que dá bastantes dores de cabeça. No entanto, não precisa de desesperar pois existem métodos bastante eficazes para o combate das formigas.

As formigas e agricultura

As formigas são insetos com cerca de 30 espécies diferentes que podem causar danos. As formigas são agentes importantes na decomposição de substâncias orgânicas, acelerando o processo bastante benéfico da reciclagem de nutrientes do solo.

Na agricultura, podem-se alimentar de outras pragas agrícolas, no entanto, algumas espécies de formigas podem ser bastante prejudiciais na agricultura, dado que algumas espécies se alimentam de sementes germinadas e desfolham certas plantas.

Quando estas espécies atacam a agricultura podem causar sérios danos, uma vez que ao se alimentarem de sementes germinadas poderão dar bastante prejuízo. Além disso, só é visível o seu estrago ao fim de algum tempo quando as sementes não rompem o solo. Daí que as formigas podem afetar bastante o sucesso das culturas.

As formigas na jardinagem

As formigas ao desfolharem certas plantas podem causar bastantes estragos em jardins, além disso, no caso da produção de flores, a infestação destes insetos pode ser um grave problema, pois ao destruírem as flores ou a danificá-las estarão a diminuir o seu valor comercial.

No caso de possuir um jardim relvado, as formigas podem constituir um problema caso construam formigueiros de grandes dimensões por baixo do relvado, mudando a aparência do mesmo.

Armas de combate às formigas na agricultura

No caso das formigas terem infestado as suas plantações, horta ou jardim, poderá usar formicida em pó seco, que poderá ser aplicado diretamente no formigueiro, através de bombas que injetam o produto diretamente nas colunas da colónia.

Pode ainda injetar fumo diretamente no formigueiro, matando as formigas por asfixia ou fazendo com que estas venham à superfície e ai utilizar formicida.

É importante também ter em conta que certas plantas afastam as formigas, daí que pode planta-las na sua horta de forma a afastar as formigas ou colocar algumas plantas secas espalhadas no seu jardim. As plantas que repelem as formigas são o cravo da Índia, o louro, principalmente a folha e a casca de tangerina.

Estas plantas possuem óleos essenciais cujo cheiro é desagradável para as formigas fazendo com que estas se afastem. Não se esqueça que se usar estas plantas espalhadas pelo seu jardim as deve trocar periodicamente, para que o cheiro permaneça ativo.

É importante também ter em conta que a maioria das vezes as formigas visíveis constituem apenas 30% da população total, sendo fundamental encontrar o ninho e atuar diretamente nele com pesticida. As restantes poderá optar pelas dicas anteriores ou usar pesticidas presentes no mercado que atuam também nas formigas, eliminando-as.

Mas não se esqueça que esta é uma guerra que pode voltar.

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Como as mudanças climáticas afetam a agricultura

3 de Dezembro, 2018 by Diana Lopes Deixe um comentário

As mudanças climáticas sejam elas naturais ou causadas pelo homem afetam a agricultura e o negócio envolvente. Atualmente, a temática das alterações climáticas tem vindo a ganhar cada vez mais importância para a agricultura devido às mudanças que têm trazido.

Os tipos de mudanças climáticas

As principais mudanças climáticas como o aquecimento global e o efeito de estufa causam alterações climáticas importantes na agricultura.

  • Aquecimento global. Processo de aumento de temperatura média dos oceanos e do ar causado pelas emissões humanas de gases de efeito estufa e que é aumentado pelas respostas naturais. Este tipo de alteração promove a subida do nível do mar e mudanças nas chuvas;
  • Efeito de estufa. Processo que ocorre quando parte da radiação infravermelha emitida pela superfície da Terra é absorvida por gases presentes na atmosfera, fazendo com que o calor fique retido e não seja libertado para o espaço. O efeito de estufa é essencial até determinado valor, tornando-se um problema grave a partir daí.

As mudanças climáticas e a agricultura

A agricultura e também a agronomia são tanto afetadas pelas mudanças climáticas como promovem também o efeito de estufa em certa medida.

Uma vez que o ambiente determina o aparecimento de doenças, pragas e plantas invasoras, as alterações climáticas causarão também modificações na incidência e grandeza destes problemas, o que faz com que estas alterações possam ser positivas ou negativas ao nível da agricultura.

Os microrganismos patogénicos e as pragas são dos primeiros organismos a mostrar os efeitos das mudanças climáticas, uma vez que apresentam grandes populações, facilidade de multiplicação e um curto espaço de tempo entre gerações.

Tendo em conta as suas características, são muitas vezes usados na agricultura como indicadores das mudanças climáticas. Para além disso, são muitas vezes causadores da redução de produtividade podendo até colocar em risco o equilíbrio dos ecossistemas.

Agricultura e o clima

A agricultura é altamente dependente do clima e das suas mudanças climáticas, logo quando se dá uma alteração climática a agricultura sofre também ela própria alterações importantes, como por exemplo:

  • Alteração do tempo de colheitas das espécies;
  • Alteração do tipo de pragas que atacam determinadas culturas.

Estes dois factores fazem com que em determinadas regiões deixem de ser possíveis cultivar espécies onde antes era possível e que por outro lado passem a ser cultivadas espécies novas em novos locais.

As mudanças climáticas afetam o negócio da agricultura

Ao existir uma diminuição da produção de determinadas espécies nas zonas em que antes eram produzidas e o aparecimento destas culturas em zonas novas o negócio da agricultura sofre também alterações importantes. É importante que se optimize o mercado a nível mundial de transporte de culturas para que estas estejam disponíveis nos vários países e também que se perceba em que zonas é atualmente mais vantajoso cultivar determinadas espécies.

Outro fator que as mudanças climáticas trouxeram para o negócio da agricultura é a questão das pragas, sendo necessário criar novas medidas para erradicar pragas novas ou que tenham aumentado consideravelmente o seu número.

A agricultura promove mudanças climáticas e vice versa.

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Sistemas de irrigação: Que tipos existem e quais as diferenças

8 de Novembro, 2018 by Diana Lopes 2 Comentários

Já ouviu falar de sistemas de irrigação? Tem um jardim mas não sabe que tipo de sistema de irrigação escolher? Saiba que a irrigação depende essencialmente das necessidades específicas de determinada cultura, por isso o que pretende cultivar determinará o sistema de irrigação que deverá escolher.

Sistemas de irrigação. Que tipos existem?

Existem vários sistemas de irrigação que pode aplicar no seu jardim.  Para saber qual o que melhor se aplica ao seu caso é necessário ter um conhecimento geral de cada um dos sistemas de irrigação e que tipo de culturas pretende cultivar. É importante que as culturas que cultive, mesmo que diferentes se adaptem ao mesmo sistema de irrigação de forma a conseguir ter um jardim bonito.

Sistemas de irrigação por mangueira

Adequado a jardins de dimensões reduzidas e no caso de pretender cultivar espécies com grandes necessidades de água. Aconselha-se a instalar um dispensador no início da mangueira de forma a conseguir ter controlo sobre a intensidade de água que sai para o seu jardim. A grande vantagem de optar por este sistema de irrigação é o facto de ser bastante mais econômico que os restantes.

Sistemas de irrigação gota a gota

Ótimo para culturas de flores ou hortaliças, este sistema de irrigação apresenta apenas a desvantagem do elevado custo de implementação. No entanto, de todos os sistemas de irrigação este apresenta a maior eficiência. A água é levada às culturas como o próprio nome indica, por gota a gota através da pressão exercida nos tubos de irrigação.

Sistemas de irrigação por  micro aspersão e aspersão

Sistema de irrigação adequado a culturas do tipo perenes e onde a principal diferença é que os sistemas de irrigação por micro aspersão são mais eficientes que os de aspersão. Este tipo de sistema possibilita uma dispersão homogênea da água em todo o jardim, sendo que deverá ser o sistema escolhido para culturas com necessidades de água semelhantes entre si, mesmo que se tratem de tipos de culturas diferentes. Para além disso, se o seu objetivo é relvar todo o seu jardim, este deverá ser o sistema de irrigação escolhido. Neste tipo de sistemas de irrigação a grande diferença prende-se com o tipo de aspersor escolhido:

Tipos de aspersores para sistemas de irrigação de aspersão e micro aspersão

  • Aspersão do tipo estática. Existe uma base fixa que encaixa na ponta de uma mangueira e a água sai através de pressão. Este tipo de aspersor imita a água que cai da chuva;
  • Aspersão giratória. Este tipo de aspersão possuí um mecanismo semelhante à aspersão estática com a única diferença que abrange uma área muito maior. Se tem um jardim de grandes dimensões, deverá optar por este tipo de aspersor;
  • Aspersão oscilante. Este tipo de aspersão é a mais versátil quando comparada com os outros tipos de aspersores. Neste caso, o fluxo de água provoca a movimentação de um dispositivo onde a água é espalhada em meia lua.

Não se esqueça: Na irrigação, as culturas são o mais importante!

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